sábado, 21 de setembro de 2024

Dez Fatores da Vida (Junyoze)

  Sakyamuni, o fundador do budismo nasceu há 2500 anos, na antiga Índia, num pequeno reino chamado Lumbini, que situava na região do atual Nepal.

   Ele nasceu como um príncipe da clã Sakya, e era chamado de Sidarta Gautama. O nome Sakyamuni que é amplamente conhecido hoje significa "Sábio do Clã dos Shakyas".

Localização de Lumbini

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   O  Siddharta Gautama (nome do Sakyamuni), tornou um jovem de sabedoria aguçada. E apesar de ter uma vida privilegiada como príncipe, começou a pensar sobre o significado da vida e dos sofrimentos presentes no mundo.

    Ele viu que, mesmo que esteja desfrutando da juventude e da saúde no momento, não tinhe como escapar de sofrimentos do nascimento, da velhice , da doença e da morte. Resolveu então, se tornar, monge em busca às  resposta sobre essas questões. 

   Sakyamuni retratou posteriormente que, embora ele vivia como príncipe, e que tinha uma vida que todos o invejarem, nunca esteve feliz, pois sabia que aquilo não era felicidade eterna.
   Essa foi a razão principal do jovem Siddharta abandonar a esposa e filho, e a vida confortável do palácio e sair em busca da resposta para questões fundamentais da vida.

   Siddharta começou a viver vida ascética e conheceu vários mestres eremitas e aprendeu suas práticas. No entanton nehum ensino deles satisfez o Shidharta. Resolveu então iniciar a prática de austeridade. 
   Ele  buscou a percepção, abandonando bens materiais, incluindo a alimentação. Essa prática de austeridade severa durou por 6 anos e no final o Shidarta quase morreu de desnutrição, pois a pratica estava levando ele para a automortificação.
   Shidarta percebeu então que o ascetismo extremo não traz a percepção que ele busca.

   Após aceitar leite e pudim de arroz de uma garota chamada Sujata,  Siddharta entrou nas profundezas da sua mente através da meditação debaixo da árvore de bodhi.
   Finalmente, 
Siddharta despertou para a verdade. Isto é, ele atingiu a iluminação. Ele percebeu a Lei eterna que permeia na vida e no universo. 



Ilustração de Sakyamuni pregando o ensino para as pessoas.

Sakya



  Após atingir a iluminação, Sakyamuni começou a pregar a sua percepção - Lei Eterna- às pessoas.
Ele ensinou e conduziu as pessoas durante 42 anos. E começou pregar o Sutra de Lótus, dizendo que "durante quarenta e poucos anos, não revelei a verdade" (無量義経 Sutra de Infinitos Significados).  E no Sutra de Lótus, quando chegou ao capítulo Hoben, ele revelou sobre o verdadeiro aspecto de todos os fenômenos (Shoho Jisso)


Sakyamuni esclarece inicialmente que a sabedoria que todos os budas perceberam é “infinitamente profunda e imensurável”, e está muito além da capacidade de compreensão de Sharihotsu e de outros homens de erudição. 

Finalmente, ele expõe que a sabedoria de todos os budas não é outra senão a compreensão do “Verdadeiro aspecto de todos os fenômenos” (shoho jisso), onde a gente lê: Shoi shoho Nyoze so, Nyoze syo Nyoze tai Nyoze riki Nyoze sa Nyoze in Nyoze en Nyoze ka Nyoze ho Noze Hon matsu kukyo to na liturgia.


 O significado dos dez fatores pode ser resumido da seguinte forma: 

Os Dez Fatores da Vida (Junyoze 十如是), são descritos no 2o capítulo do Sutra de Lótus (Hoben-pon= capítulo Meios), e através da  "aparência, natureza, entidade, poder, influência, causa externa, causa interna, relação, efeito latente, efeito manifesto, consistência do início ao fim", explica a composição essencial de todos os fenômenos. 

Liturgia da Soka Gakkai Internacional


Eis a conclusão do trecho do capítulo Hoben que lemos todos os dias.

O significado literal do termo nyoze, “é como”. Porém, o seu verdadeiro significado é “como a verdade é”, ou seja,  “como o verdadeiro aspecto é”.  Através da classificação em 10 categorias em "aparência, força, ação… até consistência do início ao fim", os Dez Fatores da Vida (Junyoze) explica a nossa vida que a cada instante muda (transforma).

É a parte que nós lemos na liturgia:

A parte que lê  "Shobut-chie Jin jin muryo. Gochiemon Nangue nan nyu" [諸仏智慧、甚深無量 其智慧門、難解難入]  (Liturgia da SGI pág.5), tem seguinte significado: "Sabedoria do Buda é tão profunda e imensurável que só poderia ser compreendida e compartilhada entre os budas".
Depois vem seguinte frase: "Yuibutsu Yobutsu Naino kujin Shoho Jisso (唯仏与仏 乃能究尽) que siginifica: “O verdadeiro aspecto de todos os fenômenos só pode ser compreendida e compartilhada entre os Budas.”, e logo vem a parte essencial do capítulo Hoben, que é: Shoi shoho (諸法実相),  Nyoze so (如是相), Nyoze syo (如是性), Nyoze tai (如是体), Nyoze riki (如是力), Nyoze sa (如是作),  Nyoze in (如是因), Nyoze en (如是縁), Nyoze ka (如是果),  Nyoze ho (如是報), Noze Hon matsu kukyo to (如是本末究竟等).


O significado dessa parte mais importante desse capítulo que é também a mais importante da metade anterior do Sutra de Lótus (que é até o 14º capítulo, “Práticas Pacíficas) é: 

A aparência (nyo ze so), a natureza (nyo ze sho), a entidade (nyo ze tai), o poder (nyo ze riki), a influência (nyo ze sa), a causa interna (nyo ze in), a relação (nyo ze en), o efeito latente (nyo ze ka) o efeito manifesto (nyo ze ho), e a consistência do início ao fim (nyo ze honmatsu kukyoto) são todos manifestação do verdadeiro aspecto, ou seja, a Lei Mística. 


A estrutura do Dez Fatores da Vida
10 fatores



Os dez fatores podem ser classificados em: 


Os 3 fatores da aparência, da natureza e da entidade explicam a composição essencial de todos os fenômenos.

Os 6 fatores do poder, da influência, da causa interna, da relação, do efeito latente e do efeito manifesto analisam as funções e o modo como operam todos os fenômenos. 

E a consistência do início ao fim indica que os nove fatores, desde a aparência até o efeito manifesto, possuem uma relação coerente e consistente.


_senseiO presidente Ikeda, diz seguinte no “Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo”:

"Permitam-me explicar os dez fatores por meio de um exemplo. A sua própria existência é um “fenômeno”. Suas feições fisionômicas, postura e assim por diante constituem a “aparência” do “fenômeno” que é sua vida. Da mesma forma, sua vida tem várias energias (“poder”), e elas produzem várias ações externas (“influência”). 

Além disso, sua própria vida passa a ser uma causa (“causa interna”) que, ativada por condições internas e externas (“relação”), gera mudanças em si mesma (“efeito latente”), e em seu devido momento esses efeitos latentes manifestam-se de forma concreta (“efeito manifesto”).
O que existe em seu coração, embora invisível aos olhos, tais como traços de sua personalidade — tolerância, impaciência, gentileza e discrição — ou os vários aspectos de seu temperamento, constituem sua “natureza” (nyo ze sho).

A sua totalidade física e espiritual, ou seja, sua “aparência” (nyo ze so) e sua “natureza” (nyo ze sho) juntas formam sua “entidade” (nyo ze tai), a pessoa que você é. Esses nove fatores também ligam sua vida e seu ambiente sem nenhuma omissão nem inconsistência (“consistência do início ao fim”). Esse é o verdadeiro aspecto dos dez fatores de sua vida.


Todos nós, sem exceção, vivemos dentro da estrutura dos Dez Fatores da Vida. Ninguém poderia dizer que não possui “aparência”, pois se assim fosse, estaríamos diante de uma pessoa invisível. 

Da mesma forma, ninguém poderia afirmar que não tem personalidade, nem energia, ou que não desempenha nenhuma atividade, por menor que seja. 

Tampouco poderia existir uma situação em que a “aparência” correspondesse a uma pessoa, a “natureza” a outra e a “entidade” a uma terceira pessoa, pois há uma consistência entre todos esses fatores que juntos formam a totalidade de cada indivíduo.


Fim



sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Kuon Ganjo

 O que é Kuon Ganjo”?


Os membros da Soka Gakkai, já deve ter visto ou lido esse termo nos impressos algumas vezes.

Você lê a explicação no jornal Brasil Seikyo ou na revista Terceira Civilização e... 

deve ter pensado "Não entendi patavina!"




Realmente, o princípio de Kuon Ganjo é dificílima de explicar. Mas vou tentar explicar de forma mais simples possível nessa matéria, resumindo as matérias relecionadas publicados na extranet e nos sites relacionados a Soka Gakkai do Japão. 



Conceito de Kuon Ganjo

(resumo da matéria publicado no Brasil Seikyo, Edição 1731)



Literalmente, “Kuon” significa “remoto passado” e “Ganjo”, o “início de tudo”. Juntos, “Kuon Ganjo” indicam o “tempo sem início”. Sob o ponto de vista do Budismo de Nichiren Daishonin, esse conceito não se refere apenas a um determinado momento ocorrido há muito tempo atrás ou no infinito passado. Podemos pensar em Kuon Ganjo como o momento (ou a realidade) que existiu no infinito passado e que se mantém até hoje, neste exato instante, e que continuará a existir pelo mais distante futuro.


No Registro dos Ensinos Orais, Nichiren Daishonin explica que “‘Kuon’ significa o que não foi trabalhado, que não foi melhorado, mas que existe na forma como sempre existiu”, ou seja, que está como é originalmente, desde o infinito passado



Essa “realidade que sempre existiu e que não foi modificada", em suma significa a nossa própria vida. Em outras palavras, isso indica que, originalmente (desde Kuon Ganjo), todos nós possuímos os Dez Estados de Vida, incluindo o estado de Buda.



Prelecao-Hoben-JuryoNo livro Prelecao-Hoben-JuryoNa Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo, o presidente Ikeda afirma: “O Buda da iluminação real no remoto passado significa uma vida dotada com os Dez Mundos e que existe eternamente.” (Pág. 163.).

Em outro trecho, o presidente Ikeda descreve: “Kuon Ganjo refere-se à origem fundamental da vida e do Universo. Essa vida primordial é a vida do Buda da Liberdade Absoluta de Kuon Ganjo (久遠元初の自受用身Kuon Ganjo no Jiju yushin), que é o próprio Nam-myoho-rengue-kyo.



Nichiren Daishonin afirmou: ‘Remoto passado significa Nam-myoho-rengue-kyo.’ Quando a ilusão interior é dissipada, achamos que a vida, fundamentalmente, não tem início nem fim; ‘tornar-se um Buda’ quer dizer revelar e fazer surgir essa vida original, tal como ela é.” (Pág. 176.)


O presidente Toda dizia: "A vida de Nichiren Daishonin, como a nossa, não tem início nem fim. A isso chamamos de Kuon Ganjo. O próprio Universo é uma grande entidade viva, sem começo nem fim. Porém, a Terra, isoladamente, tem um começo e um fim."


Nossa vida não é uma ‘criação’ produzida por algum ‘criador’ ou por uma ‘divindade’. Ela existe junto com o Universo, e dessa forma continuará existindo infinitamente. Pode-se dizer que a vida é tanto criadora como criação” (Pág. 176). Assim, nossa vida, bem como o Universo como um todo, sempre existiu e sempre existirá, por um período infindável e sem limites. Eis o conceito de Kuon Ganjo.



No capítulo “Revelação da Vida Eterna do Buda” (Juryo) do Sutra de Lótus, o Buda sakyamuni  expõe o princípio de “Gohyaku jintengo”, ou remoto passado, que é um período de tempo inimaginavelmente longo.
Numa analogia, se pegássemos todas as partículas (átomos, em termos atuais) de todas as estrelas e planetas do Universo e, para cada uma, associássemos cerca de dezesseis milhões de anos, chegaríamos a um tempo inimaginavelmente longo. Diz-se que mesmo esse tempo é muito curto quando comparado ao Gohyaku jintengo (五百塵点劫).


No Sutra de Lótus, o Buda Sakyamuni explica que ele atingiu a iluminação pela primeira vez muito antes de Gohyaku jintengo. Porém, essa é uma forma literal e mais superficial de se entender o “remoto passado” exposto nesse sutra. Mas de um ponto de vista mais profundo, baseando-se nos ensinos de Nichiren Daishonin, o “remoto passado” escrito no 16o capítulo do Sutra de Lótus, a "Revelação Eterna da Vida do Buda" (Juryo) é o “tempo sem início”, ou Kuon Ganjo.



senseiO que o Buda Sakyamuni explica (ensina) no Sutra de Lótus é a sua própria percepção e iluminação. Entretanto, alí está retratada o aspecto último da nossa própria vida, isto é, que todos nós atingimos a iluminação, originalmente, num passado inimaginavelmente distante. Em outras palavras, significa que nossa própria vida está dotada com o eterno estado de Buda. E é justamente o Budismo de Nichiren Daishonin que esclarece esse ponto.



Sobre isso, o presidente Ikeda comenta: “A identidade original de todos os budas é um estado de vida iluminado para o Nam-myoho-rengue-kyo. Esse estado de vida é tanto a essência da iluminação como a vida do Buda verdadeiro. Do ponto de vista do Budismo de Nichiren Daishonin, o ‘Buda verdadeiro’ é o Buda de Nam-myoho-rengue-kyo.” (Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo, pág. 155.).
Isso significa que, o que possibilitou Sakyamuni atingir a iluminação no remoto passado de Gohyaku jintengo foi exatamente a Lei de Nam-myoho-rengue-kyo.


É essencialmente importante saber que sem a revelação da Lei de Nam-myoho-rengue-kyo que possibilitou todos os budas a atingirem a iluminação, não seria possível entender como as pessoas comuns dos dias atuais poderiam atingir o estado de Buda.
Portanto, o Buda Original Nichiren Daishonin abriu o caminho para que todas as pessoas comuns da época atual atingissem o estado de Buda com a Lei do Nam-myoho-rengue-kyo. E, mais do que isso, ensinou que nossa vida, que é de Kuon Ganjo, é infinitamente preciosa e una com o Universo.
Essa compreensão nos leva a respeitar a vida de cada ser humano, abrindo o caminho para uma sincera compreensão mútua, convivência harmoniosa e resolução de conflitos.



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No livro “A sabedoria do Sutra de Lótus, um diálogo sobre religião no século XXI”, o presidente Ikeda explica: “O Buda do tempo sem início, ou Kuon Ganjo, o Buda que existe eternamente sem início ou fim é a própria vida do Universo. É o constante e incessante trabalho de conduzir todos à iluminação, sem um instante de pausa. De fato, esse Buda eterno e nós próprios somos um só. Isso significa que nós próprios viemos trabalhando para conduzir as pessoas à felicidade e empenhando-nos pelo Kossen-rufu desde o remoto passado, e não somente nesta existência.” (Brasil Seikyo, edição no 1.491, 16 de janeiro de 1999, pág. 3.)



Ainda no mesmo livro, há seguinte diálogo entre o presidente Ikeda e catedráticos do Departamento de Estudo de Budismo da Soka Gakkai:


Ikeda: O propósito do capítulo Juryo é ensinar que não apenas o Buda Shakyamuni, mas todos os seres vivos foram Budas desde tempo remoto, e o Shakyamuni deseja que todos “despertem” sore esse isso.  

Fazê-los despertar para a "grande vida eterna", e o “Sutra de Lótus de Nichiren Daishonin” torna isso possível. O Sr. Toda dizia: “O objetivo final do Budismo de Nichiren Daishonin é perceber a vida eterna. Devemos praticar para perceber que nós somos a vida é eterna. Isso é chamado de felicidade absoluta. Essa felicidade é eterna e nunca será destruída. Nós praticamos para consolidar isso." Temos que perceber isso na nossa vida”, e para tanto só existe a prática da fé. Sr. Toda também dizia: “É fácil entender teoricamente, mas compreender através da fé é completamente diferente."




Fim.



quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Porque lemos os Capíitulos Hoben e Juryo no Gongyo

 Porque Lemos Todos os Dias os Capítulos Hoben e Juryu?

Qual é o significado e importância da leitura de liturgia que os membros da SGI fazem todos os dias, de manhã e à noite?

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Significado de ler Capítulos Hoben e Juryo:

A prática do Gongyo é acreditar no Gohonzon e recitar o Nam-myoho-renge-kyo, por isso a recitação de Daimoku é chamado de “prática principal”.
A leitura dos capítulo Hoben e Jigague do capítulo Juryo é para aumentar os benefícios do Daimoku, por isso é chamado de prática complementar.  (fonte: Brasil Seikyo, Edição 1886)


arroztSobre essa relação entre “prática principal” e “prática complementar”, o 26º sumo prelado Nitikan Shonin diz: “Assim como usamos o sal, alho e cebola para melhorar o sabor do arroz e do macarrão, ler os capítulos Hoben e Juryo aumenta os benefícios do Daimoku”. 








A importância de capítulos Hoben e Juryo 

Existem 28 capítulos no Sutra de Lótus. 
Nós lemos o 2º capítulo Hoben “Meios” e o 16º capítulo Juryo “Revelação da Vida Eterna do Buda”, porque nestes dois capítulos estão contidos a essência do ensinamento do Buda que possibilita a todos atingirem a iluminação.
O Nichiren Daishonin disse: “Se você ler capítulos Hoben e Juryo, os capítulos restantes serão naturalmente incluídos.” (Gosho página 1202). 


O conteúdo do capítulo Hoben é o seguinte:

Sakyamuni esclarece inicialmente que a sabedoria que todos os budas perceberam é “infinitamente profunda e imensurável”, e está muito além da capacidade de compreensão de Sharihotsu*1 e de outros homens de erudição. 

Ilustração do Sakyamuni pregando ensino para os discípulos e leigos.
Sakya

É a parte que lemos "Shi shari hotsu. Fu shu bu setsu. Shoi i sha ga. Bus-sho jo ju. Dai ichi ke u. Na ge shiho. Yui butsu yo butsu. Nai no ku jin.Sho ho jisso".

Finalmente, ele expõe que, a sabedoria de todos os budas não é outra senão a compreensão do “Verdadeiro aspecto de todos os fenômenos” (shoho jisso), onde a gente lê: Shoi shoho Nyoze so, Nyoze syo Nyoze tai Nyoze riki Nyoze sa Nyoze in Nyoze en Nyoze ka Nyoze ho Noze hon matsu kukyo to na liturgia. Esse é o significado do trecho final do capítulo Hoben. (chamado de Junyoze)

*1 Sharihotsu (Shariputra) = Ele era considerado o mais notável em sabedoria dentre os discípulos do Buda Sakyamuni. Representa pessoas da erudição, ou seja, dos intelectuais.

 
Porque lemos 3 vezes, o Junyoze? 

sensei3O presidente Ikeda orientou: “(Fazer Gongyo) É para declarar que “Eu sou um precioso Buda'', e aumentar os benefícios da prática da fé.” 
Há vários significados profundos (para ler 3 vezes). Citando um exemplo simples, nós lemos 3 vezes para louvar os 3 aspectos do Buda (que “Eu sou um precioso Buda”), que são: “a sabedoria do Buda de ver a realidade” (como ralidade é), “a ação benevolente do Buda” e “a Lei que o Buda despertou”.







Conteúdo do Jigague

O Jigague se inicia com a frase "Jiga toku bur-rai" e vai até o fim do capítulo, que é a frase "Soku Jo ju Bus-shin".
O título “Jigague” vem da palavra inicial “Jiga” e “gue” significa prosa ou poema de louvor aos ensinamentos do Buda.

Após pregar ensinos provisórios por 42 anos, o Buda Sakyamuni finalmente expôs o propósito do seu advento, o Sutra de Lótus. Dentre 28 capítulos do Sutra de Lótus, o capítulo Juryo é o mais importante, pois nele o Buda Sakyamuni revelou pela primeira vez, que se tornou Buda num passado remoto chamado Gohyaku Jintengo*2, e não aos 32 anos de idade na Índia, debaixo da árvore de bodhi, como vinha afirmando.

*2Gohyaku jintengo= Um período incrivelmente longo descrito no capítulo “Revelação da Vida Eterna do Buda” do Sutra de Lótus que indica o tempo decorrido desde a obtenção original da iluminação por Sakyamuni. (fonte: Nichiren Buddhism Library)


Significado do Jigague para Daishonin

Do ponto de vista*3 do Budismo de Nichiren Daishonin, essa revelação do Buda Sakyamuni indica a iluminação do Buda Original desde o eterno passado, ou seja, desde o “Kuon Ganjo”*4 . O significado profundo desse capítulo, repetido e enfatizado novamente em forma de prosa no Jigague.

*3 “oculto nas profundezas do capítulo Juryo”
*4  Kuon Ganjo é chamado também de o tempo sem começo nem fim


Orientação do Pres. Ikeda sobre o Gongyo
(Extraído do livro “Diálogo da Juventude” )

  Quão maravilhoso seria continuarmos a praticar o Gongyo e a recitação do Daimoku com seriedade. 
Tanto Gongyo como Daimoku é tudo para gente. O Gongyo é seu direito, não sua obrigação.
  O Gohonzon nunca pede para orar. Fé é dirigir-se ao Gohonzon para orar. Quanto mais você ora, mais você recebe os benefícios.
  Não há necessidade de achar que o Gongyo é  uma coisa difícil ou se sentir pressionado a fazer. O objetivo do budismo é libertar as pessoas, não prendê-las.
  É importante fazer o Gongyo todos os dias, mesmo que (o Daimoku) seja um pouco em cada vez. 
Comer arroz todos os dias te dará energia. Estudar todos os dias te dará sabedoria. “Prática da fé é a própria vida diária”. 
  O Gongyo é a força motriz para viver bem o dia dia.  Desafiar-se na prática do Gongyo é um “treinamento diário da mente”. Através do Gongyo você consegue purificar sua vida, ligar o motor e colocá-lo em órbita. 


Sobre a Oração Silenciosa

Porque, nós agradecemos somente aos três primeiros presidentes?


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Sendo que a Soka Gakkai teve até hoje (2024), 6 presidentes?


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  Isso porque, os três primeiros presidentes fizeram feitos extraordinários que foram marcado eternamente na história do Budismo e do Kossen Rufu.
  O primeiro presidente, Sr. Tsunesaburo Makiguchi, converteu ao Budismo de Nichiren Daishonin em 1927 e em 18/11/1930, fundou a Soka Kyoiku Gakkai (Sociedade Educacional Soka), a predecessora da Soka Gakkai.
  Ele iniciou a reforma educacional e um movimento de reforma do estilo de vida, baseado na filosofia de Nichiren Daishonin, juntamente com o Sr. Jossei Toda.

  Durante a Segunda Guerra Mundial, a Soka Kyoiku Gakkai sofreu rigorosa opressão do governo militar japonês que imponha controle ideológico.
  Em julho de 1943, o Sr. Makiguchi, Sr. Toda e os principais dirigentes da Gakkai foram presos.
Em 18/11/1944, o Sr. Makiguchi chegou a falecer na prisão devido a desnutrição. O Sr. Toda foi libertado em 03/07/1945, e logo iniciou a reconstrução da Gakkai, mudando o nome para a Soka Gakkai.
  A Soka Gakkai transformou-se de uma associação de educadores, para uma organização de adeptos que acredita no budismo de Nichiren Daishonin. Iniciou-se uma grande campanha de propagação, liderado por segundo presidente Sr.Jossei Toda.

Após falecimento do Sr. Jossei Toda em 1958, o Sr. Daisaku Ikeda assumiu como terceiro presidente da Soka Gakkai em 1960 e iniciou a propagação do budismo de Nichiren Daishonin ao mundo inteiro.

*Nota: Neste artigo, o autor colocou resumidamente os grandes feitos dos primeiros três presidentes. Se você quiser saber mais, procurem no site da extranet da BSGI, ou algum site oficial da SGI.  


Resumindo os Grandes Feitos dos Três Presidentes:

O presidente Tsunesaburo Makiguchi fundou a Soka Gakkai.
O presidente Jossei Toda, transformou a Soka Gakkai, para uma organização budista pata todos.
E o presidente Daisaku Ikeda, transformou a Soka Gakkai, numa organização mundial, inédito na história do Budismo.

Se não fossem os três presidentes, não haveria a Soka Gakkai de hoje.


Kossen-rufu-mundial
(Ddos de 2024)


Fim