Blog Princípios do Budismo
Blog de princípios do budismo e termos budistas.
domingo, 30 de agosto de 2026
A Teoria da Vida do Presidente Daisaku Ikeda
domingo, 23 de agosto de 2026
Caminho do Meio
Muitas vezes, quando ouvimos a palavra "meio", pensamos em algo morno, neutro ou até passivo. Porém, no Budismo, o Caminho do Meio (Chuudo) significa algo muito mais profundo: é a arte do equilíbrio consciente e a chave para uma felicidade real e sustentável.
Na Índia do século V a.C., existiam duas formas opostas de buscar a iluminação e o sentido da vida:
Ascetismo (como o Jainismo): A perspectiva que considera o corpo físico como a raiz do mal que aprisiona a mente, defendendo que é necessário impor intensas dores físicas para cortar os desejos e os apegos. Shakyamuni também se entregou a um ascetismo rigoroso por seis anos após sua renúncia (a vivência do "Segundo Extremo" por Shakyamuni).
Shakamuni praticou um ascetismo rigoroso durante seis anos, recorrendo a jejuns extremos. Ele emagreceu tanto que ficou reduzido a pele e osso, tornando-se incapaz de realizar o menor movimento. Com isso, Shaka percebeu que, por mais que torturasse o próprio corpo, os sofrimentos humanos não desapareceriam e que o ascetismo sozinho não o levaria à verdadeira iluminação.Através dessa sua experiência, de vivenciar dois extremos na pele, Shakyamuni percebeu os limites de cada um.
A ilusão do prazer: Por mais riqueza e luxo que possuísse, nada disso podia evitar as dores inevitáveis da existência, como a velhice, a doença e a morte.
Os praticantes de ascetismo fazem jejuns extremos (privação prolongada de comida) e desprezo pelo seu corpo - pois o corpo é uma "prisão" ou uma ilusão- usando trapos para evitar o luxo e causar desconforto físico constante (penitência).
Portanto, pode-se dizer que a vida de Shakyamuni exemplifica a constante busca pelo caminho entre dois extremos — um conceito que dialoga perfeitamente com a ideia da “Média Dourada” de Aristóteles, na qual “toda virtude é uma média entre dois extremos, cada um dos quais é um vício”.
Exemplificando melhor sobre a “média dourada”: Imagine que a vida é como regular o volume de uma TV. Se ficar muito baixo, você não escuta nada. Se ficar muito alto, estoura os ouvidos e incomoda os vizinhos. O volume ideal é aquele que fica no meio, perfeito para a situação.Para o filósofo Aristóteles, a "média dourada" (que no Brasil chamamos mais de meio-termo ou equilíbrio) é exatamente isso: a receita para ser uma boa pessoa e viver bem consiste em fugir dos extremos.
Os Três Tipos de Comportamento
Aristóteles dizia que para cada situação existem três caminhos. Dois estão errados (os extremos) e apenas um está certo (o equilíbrio):
1. A Falta (Menos do que devia): É quando a pessoa é "mão-de-vaca", covarde ou fria demais. É um defeito.
2. O Excesso (Mais do que devia): É quando a pessoa exagera, gasta tudo o que tem ou arruma briga à toa. Também é um defeito.
3. O Meio-Termo (A Média Dourada): É o ponto do equilíbrio. É agir do jeito certo, na hora certa, com a pessoa certa.
Metáfora das Cordas da Cítara e o Primeiro Ensino:
Após alcançar a iluminação, o Shakamuni explicou o Caminho do Meio com a metáfora da afinação da cítara: cordas muito esticadas (ascetismo) se rompem, e muito frouxas (hedonismo) não produzem som; só o ponto certo gera harmonia. Em sua primeira pregação, ele ensinou que a verdadeira sabedoria está em afastar-se desses dois extremos.
― de Nagarjuna a Tientai ―
Entre os séculos II e III, o grande pensador indiano Nagarjuna explicou, por meio de sua teorização da não-substancialidade do universo (Kuu), que nenhum fenômeno possui uma natureza própria ou isolada. Nada existe de forma fixa, independente ou permanente; pelo contrário, todas as coisas existem apenas em relação de mútua interdependência com tudo o resto. Para Nagarjuna, perceber a realidade sob esse fluxo dinâmico de conexões latentes — evitando os extremos do existencialismo e do niilismo — era a verdadeira essência do Caminho do Meio.
A teorização de Nagarjuna sobre o Kuu (Vacuidade / Não-Substancialidade), desenvolvida entre os séculos II e III, serviu como base fundamental para o budismo. Cerca de três séculos mais tarde, na China do século VI, o Grande Mestre Tiantai (Chih-i) deu um passo adiante. Baseando-se em seus extensos estudos sobre os ensinamentos finais de Shakyamuni no Sutra do Lótus, ele consolidou a doutrina da 'Tripla Verdade' (Unificação das Três Verdades / 円融三諦 Enyu Santai), elevando a filosofia do Caminho do Meio ao seu ápice.
A essência ou substância fundamental da vida que transcende e abarca esses dois opostos aparentemente contraditórios. Tiantai observou que essas três verdades não são esferas separadas, mas sim dimensões unificadas e presentes em absolutamente todos os fenômenos. Ao esclarecer essa inter-relação indivisível entre o físico e o espiritual, Tientai deu origem aos célebres princípios budistas da “inseparabilidade do corpo e da mente” e da “inseparabilidade do ser e do seu meio ambiente” (Esho funi).
Essa visão fundamentou o Budismo na China e no Japão, incluindo o Budismo Nichiren.
A Visão Profunda da Vida segundo o Budismo

Para entender melhor o Caminho do Meio, veremos a seguir o princípio das Três Verdades (San-tai).Formulada pelo Grande Mestre Tientai (538–597) nas obras O Significado Profundo do Sutra do Lótus e Grande Concentração e Discernimento, essa doutrina descreve a realidade última a partir de três aspectos integrantes. Ela explica como o Buda enxerga o universo e a vida, sendo que a palavra Tai significa 'Verdade Fundamental'.
As Três Verdades são:
1. A verdade da não-substancialidade: Significa que os fenômenos não possuem existência própria; sua verdadeira natureza é não-substancial, indefinível em termos de existência ou não existência.
Antes: Sakyamuni explicava as "Três Verdades" como coisas separadas.
A vida é profunda: Para Daishonin, a vida é algo misterioso que não dá para explicar apenas com palavras. Ela não é só o lado físico e nem só o lado espiritual, mas sim os dois juntos. O Nam-myoho-renge-kyo: Ele revelou que o verdadeiro Caminho do Meio é o Nam-myoho-renge-kyo. Ao recitar o Daimoku, extraímos a força do nosso interior para transformar a vida e alcançar a felicidade.
Não é passividade, é ação!
Muitas pessoas acham que o "Caminho do Meio" é ficar neutro, "em cima do muro" ou aceitar as coisas passivamente.
O presidente Ikeda ensina como aplicar o Caminho do Meio no nosso dia a dia:
domingo, 2 de agosto de 2026
Visão sobre a Vida e a Morte do Budismo
Vida e Morte
(Fonte: Edição de outubro de 2015 do SGI Quarterly)
Nossa atitude e crenças em relação à morte exercem uma grande influência sobre a maneira como enfrentamos a vida.
Provavelmente, não há dor mais profunda do que o luto pela perda de um ente querido. Embora tenhamos a certeza de que o tempo neste mundo é limitado e de que ninguém pode escapar da impermanência da vida, ainda assim não conseguimos nos preparar para o impacto da morte, e isso também não nos ajuda a aceitar a inevitável despedida deste mundo.
Por que nascemos?
Por que temos que morrer?
Que tipo de valor podemos extrair dessa nossa existência efêmera?
Foi justamente na busca por respostas a essas perguntas que o Budismo nasceu.
O Budismo ensina que não devemos desviar os olhos do fato da morte, mas sim enfrentá-lo de frente. A cultura moderna tem sido criticada por evitar e tentar negar essa questão fundamental da morte humana. No entanto, é precisamente a consciência da morte que se torna a força motriz para reavaliarmos nossa vida e buscarmos uma maneira significativa de viver.
A morte nos ensina a valorizar a vida e nos faz perceber a preciosidade de cada instante que passamos juntos. Ao enfrentar a dor da morte, podemos construir, no âmago de nosso ser, um tesouro brilhante de força inabalável. E, através dessa luta, tornamo-nos capazes de compreender de forma mais profunda a dignidade da vida e de nos solidarizarmos com o sofrimento alheio.
Do ponto de vista do budismo, a vida e a morte são apenas duas fases de um mesmo contínuo. A vida não começa com o nascimento nem termina com a morte. Tudo no universo passa por essas fases — desde os microrganismos invisíveis no ar que respiramos até as gigantescas galáxias espirais. A vida de cada um de nós é parte integrante desse grandioso ritmo cósmico.
Tudo o que existe e cada evento que ocorre no universo estão interconectados como uma vasta teia da vida. A energia vibrante que flui por todo o cosmos, a qual chamamos de vida, não tem começo nem fim.
A vida é um processo dinâmico em constante e perpétua transformação. Contudo, nos ensinamentos do budismo primitivo, esse processo era visto como um ciclo de sofrimento inevitável, focando-se na possibilidade de escapar dele.
Sakyamuni compreendeu que o desejo é o impulso fundamental que move a vida para a frente, ligando-nos ao ciclo de transmigração do nascimento e da morte. A cada instante, os impulsos de vários desejos motivam nossos pensamentos, palavras e ações, os quais se tornam a força latente do carma individual.
Por meio dessas causas e efeitos, ações e reações, moldamos a nós mesmos e às nossas circunstâncias momento a momento, perpetuando o processo fluido que tem se estendido por incontáveis existências. Além disso, Sakyamuni ensinou que não existe uma alma ou um 'eu' permanente que tenha persistido ao longo de todas as eras, mas sim apenas uma continuidade de energia cármica que cria a ilusão de uma essência imutável ou de um eu fixo.
Ao extinguir o desejo, a energia que impulsiona o ciclo de transmigração do nascimento e da morte é cortada, e, com a morte, a vida se extingue por completo. Esse estado de extinção bem-aventurada, ou seja, o Nirvana, era o objetivo final nos ensinamentos do Budismo primitivo, e ainda hoje é considerado assim por muitas escolas budistas. Sob essa perspectiva, a vida é vista como um ciclo de sofrimento do qual, em última análise, o ser humano pode escapar.
Contudo, o Sutra do Lótus apresenta uma visão completamente revolucionária do ser humano, afirmando que a nossa vida neste mundo possui um propósito profundo.
Esta escritura budista — considerada por sucessivos eruditos budistas, a começar por Nichiren Daishonin, como a expressão mais completa e perfeita da iluminação de Sakyamuni — ensina que a essência da nossa vida, em todos os momentos, é a natureza de Buda. Ao despertar para a verdade da natureza de Buda inerente a si mesmo, o indivíduo descobre esse senso de propósito fundamental, e a sua vida se transforma em algo completamente diferente, preenchido por uma alegria radical.
Mas o que é, afinal, a natureza de Buda e como podemos despertar para ela? Essencialmente, a natureza de Buda é o impulso inerente à vida para aliviar o sofrimento e trazer felicidade aos outros. Isso está resumido no Sutra do Lótus através das palavras: 'Estou sempre pensando: Como posso fazer com que os seres vivos entrem no caminho supremo e adquiram rapidamente o corpo de um Buda?'
As palavras 'Nam-myoho-renge-kyo', que Nichiren Daishonin incentivou seus seguidores a recitar, podem ser descritas como o som ou a expressão desse impulso fundamental — isto é, deste juramento sagrado. Podemos dizer que recitá-las é a prática de direcionar a própria vida com base nesse juramento. Por meio desse místico processo desse ato, a vida se transforma em uma jornada de contínuo crescimento e evolução eterna.
Sendo assim, nossa própria existência torna-se a expressão desse juramento. Sob a ótica da iluminação do Buda, nascemos neste mundo trazendo no coração a determinação de despertar os outros para a sua própria natureza de Buda.
Quando despertamos para esse propósito, a relação de causa e efeito em nossa vida transforma-se nas causas e efeitos da natureza de Buda.
Em outras palavras, as circunstâncias individuais de nossa vida — como nossa trajetória, personalidade, sofrimentos e sucessos — tornam-se meios para demonstrar o poder da natureza de Buda e para construir laços de empatia com os outros.
Este despertar para a natureza de Buda também costuma ser descrito como o despertar para o 'eu maior'. O Presidente Daisaku Ikeda afirma o seguinte: “O eu maior empenha-se constantemente, na realidade da vida cotidiana, para aliviar a dor dos outros e aumentar a sua felicidade. Além disso, o despertar dinâmico e vibrante desse eu maior permite que cada indivíduo vivencie tanto a vida quanto a morte com igual alegria.”
No mundo do Buda, nossa vida não é guiada pelo carma, mas sim pelo juramento Seigan— isto é, pelo senso de missão. Somos fundamentalmente livres. Quando não estamos despertos para essa verdade, ou quando nossa vida se desconecta desse juramento Seigan, vivemos como mortais comuns, levando uma existência dominada e jogada de um lado para o outro pelas oscilações do carma.
A beleza da vida emana da diversidade de suas expressões. Da mesma forma, na sociedade humana, a variedade de nossas lutas e vitórias, os diversos aspectos das formas e do fim da vida, bem como as existências curtas ou longas — tudo isso se revela profundamente significativo e valioso sob a luz vitoriosa da natureza de Buda, no momento em que superamos os sofrimentos da vida.
A questão suprema da vida e da morte não passa, afinal de contas, de uma questão de teoria e de fé. O que realmente importa é como vivemos, o quanto estamos conscientes da preciosidade da vida e quanta diferença podemos fazer ao criar valor nesta existência que, para citar as palavras de Nichiren Daishonin, passa num piscar de olhos, 'como um potro branco passando por uma fresta na parede'.
Costumamos pensar que sempre haverá outra oportunidade para reencontrar e conversar com nossos amigos e familiares, achando que não há problema se deixarmos algumas coisas por dizer. No entanto, para se viver uma vida plena e sem arrependimentos, é necessário ter a consciência de que aquele pode ser o último encontro, infundindo a totalidade de nossa própria existência naquele exato momento e doando o nosso máximo em prol dos outros.
A perspectiva da vida e da morte no Sutra do Lótus nos impulsiona a manter continuamente aberta a nossa consciência em relação àqueles com quem convivemos, motivando-nos a construir uma vida rica e contributiva. Ao agirmos em prol da felicidade alheia, sentimos uma nova vitalidade e uma conexão profunda com a nossa essência mais íntima. À medida que mantemos esses esforços, nossa vida ganha cada vez mais amplitude e força. Dessa forma, manifestamos os aspectos mais positivos da nossa humanidade e, junto com os outros, criamos uma existência verdadeiramente insubstituível.
Fim
sábado, 20 de junho de 2026
O que Acontece após a Morte? - O que diz a Passagem do Capítulo Parábolas
O que Buda Sakyamuni disse sobre a Situação Pós- Morte dos Caluniadores
No Capítulo 3, “Parábolas” do Sutra do Lótus:, é revelado o destino que aguarda, após a morte, daqueles que se iludem com religiões inferiores e dão as costas ao Ensinamento Correto, de seguinte maneira:
"Se uma pessoa não tiver fé e caluniar este sutra [Sutra do Lótus] ela destruirá as semente para atingir o estado de Buda, que possibilita a iluminação de todas as pessoas. Ou então, franzindo a testa, nutrirá dúvidas e desconfianças. Escutai, agora, a retribuição do pecado dessa pessoa. Ao sair do inferno, ele inevitavelmente cairá no estado de Animalidade. Se vier a se tornar um cão selvagem ou um chacal, sua forma será magra e esquelética; seu corpo será coberto de sarna e chagas purulentas, e ele será agredido e escorraçado pelas pessoas, tornando-se também objeto de profundo desprezo e aversão por parte de todos. Constantemente sofrerá com os tormentos da fome e da sede, e sua carne e seus ossos ficarão dessecados. Em vida, suportará dores torturantes e amargas; na morte, será sepultado sob uma chuva de pedras e telhas. É por ter destruído a semente para o atingir o estado de Buda que ele receberá tamanha retribuição por seu pecado.
Se vier a renascer como um camelo ou entre os jumentos, seu corpo carregará constantemente fardos pesados e ele sofrerá os constantes golpes de bastões e chicotes. Pensará apenas em encontrar água e pasto, sem ter discernimento de mais nada. É por ter caluniado este sutra que ele receberá tamanha retribuição por seu crime. E se vier a se tornar um chacal e entrar em um vilarejo, seu corpo será inteiramente coberto de sarna e chagas purulentas, e ele ainda será privado de um dos olhos; ademais, será agredido e espancado pelas crianças, suportando inúmeros tormentos até, por fim, ser levado à morte. Tendo morrido nessa condição, renascerá em seguida com o corpo de uma imensa serpente.Sua forma será imensa e comprida, medindo quinhentas yojanas (1 yujuna =± 10Km). Será surdo, estúpido e desprovido de patas; rastejará sobre o ventre contorcendo-se e servirá de alimento para pequenos insetos que o picarão e o devorarão. Suportará tormentos dia e noite, sem um único instante de descanso. É por ter caluniado este sutra que ele receberá tamanha retribuição por seu crime.
Se porventura ele próprio adoecer, não haverá ninguém para socorrê-lo ou tratá-lo; e mesmo que venha a tomar um excelente remédio, sua enfermidade se agravará e piorará ainda mais. Sofrerá com a rebeldia e a traição dos outros, e será alvo de saques e furtos; crimes e pecados como esses farão com que ele seja atingido por terríveis infortúnios de forma inesperada. Tal pecador jamais contemplará o Buda, o Rei de todos os sábios, pregando a Lei e instruindo as pessoas.
Esse pecador nascerá constantemente em lugares desfavoráveis e de difícil acesso; será louco, surdo e mentalmente perturbado, ficando privado de ouvir a Lei por toda a eternidade. Ao longo de incontáveis kalpas, tão numerosos quanto as areias do Rio Ganges, ele nascerá invariavelmente mudo e surdo, e suas faculdades sensoriais e mentais serão incompletas. Habitará constantemente no inferno, como se estivesse passeando em um belo jardim, e permanecerá nos demais caminhos maléficos como se fossem sua própria residência; e os corpos de camelos, jumentos, porcos e cães serão os seus destinos de transmigração.
É por ter caluniado este ensinamento correto (o Sutra do Lótus) que a retribuição do pecado que se recebe é tão severa. Se porventura conseguir renascer como ser humano, ele será surdo, cego, mudo e gago; a pobreza extrema e as mais diversas formas de decadência e declínio serão os seus ornamentos. Doenças como o edema, definhamento seco, a tuberculose, a sarna, as úlceras e os tumores malignos serão como as vestes que cobrem o seu corpo. Seu corpo exalará constantemente um odor fétido, permanecendo coberto por impurezas.
Ele estará profundamente apegado à sua própria visão distorcida do 'eu', intensificando a sua ira; seus desejos e luxúrias sexuais serão tão avassaladores que ele não fará distinção sequer em relação às feras e aves. Os seus desejos e luxúrias sexuais ardem de forma tão avassaladora que a pessoa não fará distinção sequer entre seres humanos, aves ou feras.
É por ter caluniado este sutra que ele receberá tamanha retribuição por seu crime."O texto traduz o sofrimento decorrente da calúnia à Lei, descrevendo, com linguagem elevada, a perda dos sentidos, doenças graves e a perda da racionalidade, conforme o contexto das escrituras."
segunda-feira, 20 de abril de 2026
Diagrama do Gohonzon
O objeto de devoção do budismo de Nichiren Daishonin, é o Gohonzon, uma mandala inscrita com caracteres chineses e sânscritos, que representa a essência da vida e o estado de Buda.
O Gohonzon representa o Objeto de Devoção supremo, incorporando a Lei Mística (Nam-myoho-rengue-kyo) e a própria vida de Nichiren Daishonin. Ele funciona como um espelho que reflete a natureza de Buda inerente a cada pessoa, permitindo a manifestação da sabedoria, força e felicidade absoluta ao recitar o Daimoku.
O Gohonzon concedido atualmente pela SGI (Soka Gakkai Internacional) aos membros e consagrado nos lares é uma transcrição do Dai-Gohonzon de Nitiren Daishonin feita por Nitikan Shonin, conhecido como o restaurador do Verdadeiro Budismo.
No centro de Gohonzon está inscrito "Nam-myoho-rengue-kyo", e logo abaixo "Nichiren". Além dessas inscrições, há também nome de personagens históricos, figuras místicas ou deuses budistas. Nitiren Daishonin utilizou-os para representar as funções do Universo e de nossa vida. Todas essas funções estão reunidas em torno da Lei do Nam-myoho-rengue-kyo. Portanto, o Gohonzon é a personificação da vida do Buda dentro de nós.
(Fonte: Revista Terceira Civilização, Edição 434)
1. Nam-myoho-rengue-kyo.
2. Nitiren.
3. Zai gohan: Selo pessoal de Nitiren Daishonin.
4. Dai Bishamon-tenno: Grande Rei Celestial Vaishravana (em sânscrito), também chamado Tamon-ten (Ouvidor de Muitos Ensinos).
5. U kuyo sha fuku ka jugo: Aqueles que fazem oferecimentos acumularão boa sorte superior a dos dez títulos honoríficos (do Buda). Nota: No budismo, o ato de fazer oferecimentos tem um profundo significado; neste caso significa respeitar e louvar.
6. Namu Anryugyo Bosatsu: Bodhisattva das Práticas Firmemente Estabelecidas (Supratishthitacharitra, em sânscrito). Nota: A palavra namu é acrescentada a alguns nomes no Gohonzon como um indicativo de grande respeito.
7. Namu Jyogyo Bosatsu: Bodhisattva de Prática Puras (Vishuddhacharitra, em sânscrito).
8. Namu Shakamuni-butsu: Buda Sakyamuni.
9. Namu Taho Nyorai: Buda Muitos Tesouros (Prabhutaratna Tathagata, em sânscrito).
10. Namu Jogyo Bosatsu: Bodhisattva de Práticas Superiores (Vishishtacharitra, em sânscrito).
11. Namu Muhengyo Bosatsu: Bodhisattva de Práticas Infinitas (Anantacharitra, em sânscrito).
12. Nyaku noran sha zu ha shitibun: Aqueles que atormentam e prejudicam [os praticantes da Lei] terão a cabeça partida em sete pedaços.
13. Dai Jikoku-tenno: Grande Rei Celestial Defensor da Nação (Dhritarashtra, em sânscrito).
14. Aizen-myo’o: Rei da Sabedoria e do Desejo Insaciável (Ragaraja, em sânscrito). Nota: O nome é escrito em siddham, uma ortografia sânscrita mediavel.
15. Dai Myojo-tenno: Grande Rei Celestial das Estrelas, ou o deus das estrelas.
16. Dai Gattenno: Grande Rei Celestial da Lua, ou o deus da Lua.
17. Taishaku-tenno: Rei Celestial Shakra (também conhecido como Rei Celestial Indra).
18. Dai Bontenno: Grande Rei Celestial Brahma.
19. Dai Rokuten no Mao: Rei Demônio do Sexto Céu.
20. Dai Nittenno: Grande Rei Celestial do Sol, ou o deus do Sol.
21. Fudo-myo’o: Rei da Sabedoria Inalterável (Achala, em sânscrito). Nota: O nome é escrito em siddham, uma ortografia sânscrita medieval.
22. Hati Dairyuo: Oito Grandes Reis-Dragões.
23. Dengyo Daishi: Grande Mestre Dengyo.
24. Jurasetsunyo: Dez Filhas do Demônio Feminino (Rakshasi, em sânscrito).
25. Kishimojin: Mãe das Crianças-Demônios (Hariti, em sânscrito).
26. Tendai Daishi: Grande Mestre Tient’ai.
27. Dai Zojo-tenno: Grande Rei Celestial da Ascenção e do Progresso (Virudhaka, em sânscrito).
28. Hatiman Dai Bosatsu: Grande Bodhisattva Hatiman.
29. Kore o shosha shi tatematsuru: Eu respeitosamente transcrevi isto.
30. Nitikan, selo pessoal: Assinatura do sumo prelado que transcreveu o Gohonzon. Neste caso, Nitikan, consistindo de seu nome e do selo pessoal.
31. Tensho-daijin: Deusa do Sol.
32. Butsumetsugo ni-sen ni-hyaku san-ju yo nen no aida itienbudai no uti mizou no daimandara nari: Nunca, nesses mais de 2.230 anos desde o falecimento do Buda, este grande mandala apareceu no mundo.
33. Dai Komoku-tenno: Grande Rei Celestial de Ampla Visão (Virupaksha, em sânscrito).
34. Kyoho go-nen roku-gatsu jusan-niti: O décimo terceiro dia do sexto mês no quinto ano de Kyoho (1720), signo cíclico kanoe-ne.
Os caracteres inscritos no Gohonzon de Nichiren Daishonin não são escritos em kanji padrão ou "normal" (como em um jornal ou livro moderno). Eles são uma forma de caligrafia artística, estilizada e de fluxo, conhecida como estilo caligráfico Kankan-ryu (勘勧流の書体). E os sete caracteres do título "Nam-myoho-renge-kyo" que fica no centro da mandala, os seis caracteres, exceto "法 Ho", são bem esticados. Diz-se que essa forma desses seis caracteres representa todas as coisas do mundo alcançam a verdade e agem à luz da Lei.Nichiren Daishonin inscreveu o nome de Aizen-myo’o "愛染明王 (no extremo esquerdo do Gohonzon) utilizando o caractere sânscrito "吽 Hum". O "吽 Hum" é um som monossilábico e místico, usados nas tradições tântricas hindu e budista como poderosos "mantras-semente" para invocar divindades específicas, ativar chakras e cultivar energia espiritual.
Por outro lado, o Fudo Myoo 不動明王 que representa o princípio de sofrimento de vida e morte são
nirvana (生死即涅槃 shouji soku nehan), está escrito com o caractere sânscritos "Bān", que significa a verdade do universo e estado absoluto."Ban", originalmente representava o Mahavairocana 大日如来, o buda do Budismo Esotérico (密教).
Nichiren Daishonin posicionou até mesmo Mahavairocana, o Buda supremo do Budismo Esotérico, dentro do Gohonzon, mostrando que todos os poderes das divindades estão inerentes no ensinamento fundamental do Sutra do Lótus (Nam Myoho Renge Kyo).
domingo, 16 de novembro de 2025
Sobre a Oração
Daimoku de Sacudir o Universo!
Em uma reunião para os líderes da Soka Gakkai. É uma orientação magnificente, nos ensinando como evidenciar a Lei fundamental do universo (a Lei Mística), que existe dentro de nós, e mover o universo.
“Se a sua "fé ao Gohonzon for fraca", só poderá obter benefício pequeno”
O Presidente Jossei Toda costumava dizer no Auditório Público de Toshima: “Se comparar, os benefícios que eu recebi seria do tamanho deste auditório (capacidade de 800 pessoas), então o que senhores estão recebendo são do tamanho do meu dedo mindinho.”
Em outras palavras, os bodisatvas, os dois veículos e todos os seres dos reinos humano e celestial juraram proteger os "praticantes do Sutra do Lótus", eternamente, seja onde for. Oração é um drama de inversão rumo à felicidade.
segunda-feira, 6 de outubro de 2025
Atingir o Estado de Buda Nesta Existência

Felicidade Absoluta, ou seja, Atingir o Estado de Buda Nesta Existência.
A felicidade individual é frisado também nos Cinco Diretrizes Eternos da Soka Gakkai que são:
Entretanto, alcançar o estado de Buda não significa tornar-se uma pessoa especial, completamente diferente de quem somos agora, ou renascer numa Terra Pura, longe do mundo real, na outra vida.“No escrito, Nichiren Daishonin afirma: “Atingir, significa abrir”. (Gosho p. 753)
No ideograma “Jo成”está contido o princípio de “abrir”. Isso significa que, atingir o estado de Buda não é mais do que abrir o estado de Buda inerente na nossa vida.
Atingir o estado de Buda, não significa ir para outro mundo, mas sim, estabelecer o estado de felicidade absoluta e indestrutível, neste mundo real.
No cristianismo, desde a Idade Média que se consolidou a ideia de que os crentes podem ir para o céu após a morte. A seita Jodo ensinava que existe uma terra budista (Terra Pura) após a morte, onde não há sofrimento e é possível viver em paz e tranquilidade. |
A seita Jodo ensinava que existe uma terra budista (Terra Pura) após a morte, onde não há sofrimento e é possível viver em paz e tranquilidade. |
Em outras palavras, tornar-se buda, significa purificar a vida, evidenciando plenamente a capacidade inata, consolidando um estado de vida forte e inabalável, mesmo enfrentando qualquer tipo de dificuldade.
*Purificação da Vida: Purificação dos seis órgãos dos sentidos (六根清浄, rokkon-shōjō): É chamado também de purificação dos seis sentidos. Erradicação dos desejos mundanos causados pela influência de desejos mundanos aos seis órgãos dos sentidos — olhos, ouvidos, nariz, língua, corpo e mente. O capítulo 19, "Os Benefícios do Mestre da Lei" do Sutra do Lótus afirma que, através de 5 tipos de práticas; abraçar, ler, recitar, ensinar e transcrever o Sutra do Lótus, pode-se purificar as funções dos seis órgãos dos sentidos.

“Mortal comum” refere-se a um ser humano comum.
Ainda, nos ensinos pré-Sutra do Lótus, ensinava que, se uma pessoa for má, necessitaria de renascer como uma boa pessoa, e se for uma mulher, necessitaria de renascer como um homem. Acreditava-se que as pessoas más e as mulheres não podiam atingir o estado de Buda na sua forma atual.
Portanto, embora os sutras pré-Sutra do Lótus pregassem a iluminação, devido à estas restrições, somente um número limitado de pessoas (somente boas pessoas e homens) preenchia requisito para atingir a iluminação.
Nota: A visão budista de que os seres dos dois veículos, mulheres e pessoas más não podem atingir a iluminação, são expostos principalmente noBudismo Mahayana Provisórios. Os s ensinamentos do Budismo Mahayana Provisório revelam apenas aspectos parciais da verdade para a qual o Buda despertou, que tinham como objetovo, conduzir as pessoas ao verdadeiro ensinamento Mahayana, ou o Sutra do Lótus, que revela plenamente a iluminação do Buda Shakyamuni. Nos ensinamento do Sutra de Lótus, é provado que os seres dos dois veículos, mulheres e pessoas más podem atingir a iluminação do jeito que são (sem ter que renascer como bom homem), na presente existêrncia.
As pessoas que foram ensinados por Shakyamuni no passado, fizeram prática altruística por período extremamente longo, chamado “prática de incontáveis kanpas” e finalmente nasceram durante a existência de Buda Sakyamuni, ou nasceram nos Primeiros Dias da Lei (1000 anos após a morte do Sakyamuni) e Médios Dias da Lei (2000 anos após a morte do Sakyamuni até o início de Últimos Dias da Lei), praticaram o Sutra de Lótus, e alcançaram o estado de Buda.

Ao acreditar e aceitar o Gohonzon do Nam-myoho-rengue-kyo, todos nós podemos evidenciar o estado de Buda inerente na nossa própria vida.
Ao acreditar no Gohonzon, perseverar na fé e empenhar para a realização do Kossen-rufu, pode-se evidenciar o mesmo estado de vida de Daishonin dentro da nossa vida, continuando como uma pessoa comum.
Pergunta: Por favor, me ensine sobre a relação entre Atingir o Estado de Buda Nesta Existência (一生成仏) e Atingir o Estado de Buda na Presente Forma (即身成仏), e sobre Ter os Pensamentos e Sentimentos Corretos no Momento da Morte (臨終正念).
Presidente Ikeda: Atingir o Estado de Buda Nesta Existência e Atingir o Estado de Buda na Presente Forma, são a mesma coisa. Isto porque não se pode conseguir Atingir o Estado de Buda na Presente Forma, sem alcançar Atingir o Estado de Buda Nesta Existência. Atingir o Estado de Buda Nesta Existência, significa alcançar o estado de Buda, enquanto estarmos vivos, portanto, sem Atingir o Estado de Buda na Presente Forma, não se conseguiria alcançar o estado de Buda em toda vida.
No entanto, se distinguirmos estritamente o “Atingir o Estado de Buda Nesta Existência” e o “Atingir o Estado de Buda na Presente Forma”, pode-se dizer que, quando estamos recitando o Daimoku em frente ao Gohonzon é quando “Atingimos (abrimos) o Estado de Buda na Presente Forma”, conforme o princípio da Fusão entre Sujeito e Objeto (Kyoti Myogo) - união do reino e da sabedoria (ou fusão de realidade e sabedoria) .
Ter os Pensamentos Corretos no Momento da Morte (臨終正念) significa, morrer calma e pacificamente, sem duvidar do Gohonzon no último momento da vida. Há muitas pessoas (membros da Gakkai) que faleceram, plenamente conscientes no momento da morte, recitando o Daimoku. Por outro lado, há também casos em que as pessoas ficam inconscientes e falecem, mas também sem duvidar do Gohonzon. “Não duvidar é fé”. É isso que significa Ter os Pensamentos e Sentimentos Corretos no Momento da Morte.

A Importância de Prática Contpinua
Mas por detrás de um espetacular resultado, existiu um longo período de treinamento rigoroso e disciplinado.
E a sua dieta concentra-se em alto teor de proteína para reparação e crescimento muscular, hidratos de carbono complexos para reservas de glicogênio, gorduras saudáveis e vitaminas e minerais essenciais, garantindo o combustível adequado para explosões de alta intensidade e recuperação rápida.Para se tornar "expert" da área, as pessoas dedicam intensamente e incansávelmente, lutando contra várias dificuldades, tais como "sentir a barreira", "desânimo", etc. Os pianistas, violonistas, bailarinas, cantores, atores, artistas, todos passaram por rigoroso treinamento. E somente quem conseguiu superar todas essas dificuldades e problemas, sem desistir na caminhada, podem se tornar "expert", ou "profissional de primeira categoria".
exercícios por longo tempo, e enquanto estiverem ativos, não deixam de treinar.

Sobre a importância da prática conítnua por toda vida, o presidente Ikeda orientou seguinte:
Em relação a prática da fé, também não tem como se “alcançar o estado de Buda somente recitando o Daimoku no momento final da vida”.
O importante é momento a momento, e o acúmulo das experiencias e convicções que resultam numa fé inabalável e indestrutível.
Só quando esta condição é estabelecido, será possível atingir o Estado de Buda Nesta Existência e Ter os Pensamentos e os Sentimentos Corretos no Momento da Morte.
Porém, como a eternidade é uma sequência de momentos, e é regido pela lei da simultaneidade de causa e efeito, o momento presente é mais importante.
A fé firme de agora será o ponto de partida para atingir o Estado de Buda Nesta Existência.
E a fé firme de agora, conforme o princípio de “consistência do início ao fim” trará os Pensamentos e Corretos no Momento da Morte.
Se negligenciar a prática da fé agora e empenhar apenas no final da vida, não poderá alcançará o estado de Buda.
Esse é a relação entre Atingir o Estado de Buda Nesta Existência e Atingir o Estado de Buda na Presente Forma e Ter os Pensamentos e Corretos no Momento da Morte. (Fonte: Coletânea de Orientações de Daisaku Ikeda, página 246. Seikyo Shimbun, 1967) .
Todos seres possuem os Dez Estados de Vida (ou Dez Mundos). Os Dez Estado de Vida são condições de vida inerentes a todos os seres, que se manifestam como reações a situações internas e externas e que podem ser experimentadas por qualquer pessoa em um dado momento. Entre os Dez Estado de Vida, o estado de Buda é o nível mais elevado entre todos. O estado de buda é o mais supremo estado de vida, caracterizado por sabedoria, benevolência, coragem, criatividade e energia vital ilimitadas.
O presidente Ikeda, explica seguinte, sobre o estado de Buda:
De acordo com o princípio de Dez Estado de Vida, todos nós vivemos baseado num dos Dez Estado de Vida, que é chamado de "estado de vida básico" ou "estado fundamental da vida". O estado fundamental da vida.
Sobre "estado fundamental da vida", o presidente Ikeda diz seguinte no Sabedoria do Sutra de Lótus:
Presidente Ikeda: "(O estado fundamental da vida) é como um 'hábito de vida'. Cada pessoa tem o seu próprio 'hábito único', construído pelo seu karma do passado.
Para entender melhor, imaginemos uma mola. A mola, mesmo depois de ser esticada, ela volta ao seu estado inicial.
Acontece coisa semelhante com o "estado fundamental da vida". Mesmo que o estado de Inferno seja a "estado fundamental da vida", isso não significa que permanece inalterada, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Mesmo que o "estado fundamental da vida" de uma pessoa seja do estado de Inferno, ela pode manifestar o estado de Tranquilidade ou estado de Ira.
tranquilamente, apreciando a vida. Mas, para manter, precisa de energia, que é Daimoku e Shakubuku.
A Importância de treinamento contínuo, ou seja, da prática contínua, está nesse ponto. Através da continuidade da prática budista e polimento ininterrupto do seu caráter, do aprofundamento da sabedoria e fortalecimento da vitalidade e coragem (de não recuar diante dos problemas), pode-se elevar o seu "estado fundamental da vida" até o estado de Buda, e poderá desfrutar a vida de felicidade absoluta.





























