domingo, 16 de novembro de 2025

Sobre a Oração


Inori


Daimoku de Sacudir o Universo!

O Presidente Ikeda orientou:

“Orem com uma determinação de sacudir o universo”,

Em uma reunião para os  líderes da Soka Gakkai. É uma orientação magnificente, nos ensinando como evidenciar a Lei fundamental do universo (a Lei Mística), que existe dentro de nós, e mover o universo.


Orientações de Presidente Ikeda:

 - Como é maravilhoso continuarmos a praticar Gongyo e recitar o Daimoku com seriedade!
 É tudo para o seu próprio bem. O [Gongyo e Daimoku] não é uma obrigação, mas sim um direito seu.

 - O Gohonzon nunca lhe pede para fazer a oração. A gente que pede permissão para orar. Quanto mais você praticar, mais benefícios vai receber.

 - Em todo o caso, não há necessidade de pensar de forma restritiva e inflexível. O budismo visa libertar as pessoas, não aprisioná-las. 

 -  É importante praticar diariamente, mesmo que seja apenas pouco. Comer todos os dias fornece energia. Estudar todos os dias também  acumula os conhecimentos. 

 -  “A vida diária é em si, o budismo”. Por isso, “temos que melhorar nossa vida, a cada dia”. E o Gongyo é a força motriz que possibilita isso.

 - A prática do Gongyo é uma forma de “treinamento diário da mente ”. Gongyo purifica a sua vida, energiza o seu corpo e volta a colocá-lo na sua órbita. Estimula o funcionamento da mente e do corpo e regula o seu ritmo. 
("Diálogos para a Juventude", incluído em As Coletâneas de Orientações de Daisaku Ikeda, Vol. 64")


Nem o Buda consegue compreender plenamente o tamanho do benefício
(A Sabedoria do Sutra do Lótus: O Capítulo Dharani - Capítulo 26)

  O poder do Daimoku não deve ser estimado (medido) a partir do seu “estado de vida limitado”, e presumir o seu resultado (limitado), pensando: “Deve ser assim”ou “Devo conseguir isso”.
  Diz-se que nem mesmo um Buda não consegue compreender plenamente a grandeza do benefício de recitar o Daimoku. Seria arrogante, uma pessoa comum fazer tais suposições. 

“Se a sua "fé ao Gohonzon for fraca", só poderá obter benefício pequeno”

dedinho O Presidente Jossei Toda costumava dizer no Auditório Público de Toshima: “Se comparar, os benefícios que eu recebi seria do tamanho deste auditório (capacidade de 800 pessoas), então o que senhores estão recebendo  são do tamanho do meu dedo mindinho.”


No escrito “A Oração”, Daishonin diz: 

"Mesmo que alguém errasse ao apontar para a terra, ou fosse capaz de atar o firmamento; mesmo que o fluxo e o refluxo da mará cessassem; e o Sol nascesse no oeste, jamais ocorrerá de as orações do devoto do Sutra do Lótus ficarem sem respostas”.  (CEND Vol.1. pág. 362)


Daimoku-Juramento


As orações são sempre concretizadas! Por que razão as orações são concretizadas? 
            (Revista Daibyaku Renge, fevereiro de 2019, página 37) 

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Orientação do Presidente Toda:
(Discurso do Presidente Ikeda, na Reunião de Líderes Representantes, em 15/08/2005 )

“(Quando se faz oração ao Gohonzon) - Significa que a sua vitalidade será extremamente abundante e forte. Se a sua vitalidade for abundante e forte, o mundo que você sentia que era repleto de defeitos, problemas, sofrimentos, miséria, etc, será transformado num mundo brilhante e alegre.”
 “O poder do Daimoku é Enorme - Uma vida repleta de carma negativo e doloroso poderá ser  transformada num estado serene e fantástico, como se estivesse a divertindo num belo jardim florido.”


Orações serão concretizadas infalivelmente! Mas, porque se concretizam?
            (Revista Daibyaku Renge, fevereiro de 2019, página 37)


A oração, é convicção absoluta de que "Com certeza realizarei o meu objetivo!"
 É a convicção absoluta de “jamais  serei derrotado!”

Oração é a coragem suprema, de “romper a barreira da descrença”, é a “coragem extrema de auto confiança”, decisão de “com certeza vencerei essa luta!”

Rompa-barreira


No escrito Sobre Oração, Nichiren Daishonin explica  com base no Sutra do Lótus: “Quando o Sakyamuni pregou o Sutra do Lótus, abriu-se o caminho para a  iluminação de todos os seres, tais como bodisatvas, seres dos dois veículos, os seres do reinos humano e celestiais.
 Por essa razão, esses seres (bodisatvas, dois veículos, humanos e celestiais) que têm gratidão com o Sutra do Lótus, fizeram juramento na assembleia onde o Sutra do Lótus foi pregado.

Eles juraram: “Não abandonaremos os praticantes do Sutra do Lótus!”, “Tomarei o lugar deles se um praticante do Sutra do Lótus estiver sofrendo”, etc., a fim de retribuir grande gratidão.
  Além disso, quando o Sakyamuni faleceu, juraram que, “para retribuir à benevolência do Buda, derrotaremos os 'inimigos do Sutra do Lótus'”, “Lutaremos sem poupar a nossas vidas.”

Inori-WEm outras palavras, os bodisatvas, os dois veículos e todos os seres dos reinos humano e celestial juraram proteger os "praticantes do Sutra do Lótus", eternamente, seja onde for. 
 Por essa razão, Nichiren Daishonin afirma que as orações dos praticantes do Sutra do Lótus que se mantêm comprometidos com o seu juramento de realizar o Kossen-rufu, nunca ficarão sem ser concretizadas.

Portanto, torna-se extremamente importante, a postura da oração. 
 Isto é, deve ser  uma oração fervorosa, tipo como "Por favor, assegura-me de que o meu juramento seja sem falta concretizado!", que atinja e comova os deuses budistas”, que atinja e comova os deuses budistas. 


Noutro escrito, afirma ainda: 
"Se as orações não são atendidas, é como ter um arco forte, mas uma corda fraca, ou ter uma espada, mas ser covarde. Isto não é culpa do Sutra do Lótus." (O Palácio Real em Rajagrha. Gosho  p. 1338).
Nichiren Daishonin enfatiza constantemente que uma forte fé é essencial para que as orações sejam concretizados.


Oração é um drama de inversão rumo à felicidade.


  Oração —
  É a coragem de nunca desistir.

  É uma batalha para vencer a fraqueza que nos leva a desistir e a pensar: "Eu não consigo".
  "A realidade pode ser mudado, absolutamente!"
  Oração é o trabalho de gravar convicção no mais profundo das nossas vidas.

  Oração —
  É ação de vencer o medo.
  É o banimento da tristeza.
  É a ignição da esperança.
  É uma revolução que reescreve o guião do destino.

  Oração —
  É um desafio para sincronizar as engrenagens da nossa vida com a rotação do universo.
  É um drama de inversão em que nós, que antes estávamos envolvidos pelo universo, envolvemos o universo, fazemos de todo o universo o nosso aliado e começamos a girar em direção a uma felicidade cada vez maior.


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FIM


segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Atingir o Estado de Buda Nesta Existência


O propósito fundamental da prática da fé é... 



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 Felicidade Absoluta, ou seja, Atingir o Estado de Buda Nesta Existência.



 A felicidade individual é frisado também nos Cinco Diretrizes Eternos da Soka Gakkai que são:

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  A “prática individual” da “prática individual e prática altruística”, refere-se à prática para o seu próprio benefício. 
  Especificamente, refere-se à leitura da liturgia e recitação de Daimoku. 
  A “Prática altruística” é partilhar os ensinamentos com as outras outras pessoas, ensinando a praticar para que, possam também crescer e alcançar a felicidade juntos.


  Nichiren Daishonin afirma: “Se os praticantes do Sutra de Lótus praticarem conforme os ensinamentos do Buda, todos eles, sem exceção, alcançará o estado de Buda durante a sua vida. Isso é como cultivar arrozais na primavera e no verão, mesmo que existam diferenças entre as variedades de maturação precoce e tardia, ambas podem ser colhidas no mesmo ano, ambos poderão ser colhidas no mesmo ano.”  (Doutrina de Três Mil Mundos Num Momento da Vida. Gosho p. 416).


superb Entretanto, alcançar o estado de Buda não significa tornar-se uma pessoa especial, completamente diferente de quem somos agora, ou renascer numa Terra Pura, longe do mundo real, na outra vida.

 “No escrito, Nichiren Daishonin afirma: “Atingir, significa abrir”. (Gosho p. 753)
  Atingir (ou alcançar) o estado de Buda, escreve-se Jobutsu 成仏 no ideograma Kanji chinês. Esta palavra é formado de duas ideogramas; “Jo 成”, que significa “tornar” ou “concretizar” e “butsu 仏”, que significa “Buda”. 

  No ideograma “Jo成”está contido o princípio de “abrir”.   Isso significa que, atingir o estado de Buda não é mais do que abrir o estado de Buda inerente na nossa vida.
  Nós, pessoas comuns, podemos abrir e evidenciar o estado de Buda dentro de nós mesmos, exatamente do jeito que somos. Por esta razão, também é chamado de “mortal comum atingir o estado de Buda” ou “alcançar o estado de Buda na presente forma”.

 Atingir o estado de Buda, não significa ir para outro mundo, mas sim, estabelecer o estado de felicidade absoluta e indestrutível, neste mundo real.


No cristianismo, desde a Idade Média que se consolidou a ideia de que os crentes podem ir para o céu após a morte.

A seita Jodo ensinava que existe uma terra budista (Terra Pura) após a morte, onde não há sofrimento e é possível viver em paz e tranquilidade.





escada para o ceu

A seita Jodo ensinava que existe uma terra budista (Terra Pura) após a morte, onde não há sofrimento e é possível viver em paz e tranquilidade.










  Nichiren Daishonin afirma: "Cerejeira, ameixeira, pessegueiro, damasqueiro — cada um, sem mudar a sua própria entidade, abre-se como os três corpos eternamente dotados." (Gosho p. 784)
  Em outras palavras, tornar-se buda, significa purificar a vida, evidenciando plenamente a capacidade inata, consolidando um estado de vida forte e inabalável, mesmo enfrentando qualquer tipo de dificuldade.
*Purificação da Vida: Purificação dos seis órgãos dos sentidos (六根清浄, rokkon-shōjō): É chamado também de purificação dos seis sentidos. Erradicação dos desejos mundanos causados ​​pela influência de desejos mundanos aos seis órgãos dos sentidos — olhos, ouvidos, nariz, língua, corpo e mente. O capítulo 19, "Os Benefícios do Mestre da Lei" do Sutra do Lótus afirma que, através de 5 tipos de práticas; abraçar, ler, recitar, ensinar e transcrever o Sutra do Lótus, pode-se purificar as funções dos seis órgãos dos sentidos. 

  Além disso, atingir o estado de Buda não significa atingir um objetivo no final (da vida). 
 O estado de Buda se encontra, na luta contínua para combater o mal e criar o bem, mantendo fé a Lei Mística. Se chama de Buda, aqueles que luta ininterruptamente em prol do Kossen-rufu.

 
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Mortal Comum Atingir o Estado de Buda e  Atingir o Estado de Buda na Presente Forma

“Mortal comum” refere-se a um ser humano comum. 
 O Sutra do Lótus revela que o estado de Buda é inerente na vida de uma pessoa comum. 
 O Sutra do Lótus ainda revela que o estado de Buda inerente numa pessoa comum pode ser despertado. 
 Isto se chama “alcançar o estado de Buda como mortal comum” ou “mortal comum a atingir o Estado de Buda”.

  Atingir o estado de Buda significa, evidenciar o estado de Buda inerente no ser humano. Mas isso não quer dizer que vai se tornar um ser especial diferente de ser humano. 
  A visão de Nichiren Daishonin sobre o estado de Buda é: manifestação da “suprema qualidade de ser humano”, chamado “Buda” no corpo de uma pessoa comum.
  Esse processo é chamado de “Atingir o Estado de Buda na Presente Forma”. 
  É um processo revolucionário que possibilita, um ser atingir o estado de Buda sem morrer e renascer incontáveis vezes..., da forma como você é.

Imagem meramente ilustrativa.
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  Nos ensinos pré-Sutra do Lótus, ensinava que, para "alcançar o estado de Buda", era necessário que as duas condições deveriam ser atendidas.
  A primeira condição, é que não deveria ser pessoa de Dois Veículos (erudição e absolução), nem deveria ser pessoa má ou mulher.

 Os seres dos Dois Veículos, convencidos de que não poderiam alcançar o estado de Buda, abandonaram o objetivo de alcançar o estado de buda e se empenharam apenas para ser tornarem Arhats (aqueles que atingiram o nível mais elevado da erudição, no Budismo Hinayana) e para tanto, visavam eliminar completamente os desejos mundanos, eliminando a mente como o corpo. 
  O Budismo Mahayana criticou duramente os seres dos Dois Veículos, afirmando que eles não eram capazes de atingir o estado de Buda.

   Ainda, nos ensinos pré-Sutra do Lótus, ensinava que, se uma pessoa for má, necessitaria de renascer como uma boa pessoa, e se for uma mulher, necessitaria de renascer como um homem. Acreditava-se que as pessoas más e as mulheres não podiam atingir o estado de Buda na sua forma atual. 
  Portanto, embora os sutras pré-Sutra do Lótus pregassem a iluminação, devido à estas restrições, somente um número limitado de pessoas (somente boas pessoas e homens) preenchia requisito para atingir a iluminação.   

Nota: A visão budista de que os seres dos dois veículos, mulheres e pessoas más não podem atingir a iluminação, são expostos principalmente noBudismo Mahayana Provisórios. Os s ensinamentos do Budismo Mahayana Provisório revelam apenas aspectos parciais da verdade para a qual o Buda despertou, que tinham como objetovo, conduzir as pessoas ao verdadeiro ensinamento Mahayana, ou o Sutra do Lótus, que revela plenamente a iluminação do Buda Shakyamuni. Nos ensinamento do Sutra de Lótus, é provado que os seres dos dois veículos, mulheres e pessoas más podem atingir a iluminação do jeito que são (sem ter que renascer como bom homem), na presente existêrncia.

  A segunda condição, nos ensinamentos pré-Sutra do Lótus, pregava que, era necessário praticar o budismo por incontáveis existências (prática de incontáveis ​​kalpas) para progredir no nível, e somente assim, no final poderia se livrar do estado de mortal comum, e alcançar
o estado de Buda.

Prática de Incontáveis ​​Kalpas


  Prática de incontáveis ​​kalpas

  Para um mortal comum atingir o  estado de Buda, era necessário prosseguir incontáveis kalpas de prática de bodhisattva , elevando seu nível. Isso porque, o budismo de Sakya era “budismo da colheita” ou simplesmente, “budismo do verdadeiro efeito”(Honka myo本果妙). 
  O Sutra de Lótus de Sakyamuni tinha objetivo de conduzir à iluminação, apenas as pessoas que ele veio ensinando desde remoto passado. Entretanto, as pessoas que não tiveram nenhuma relação com o Shakyamuni no passado e não puderam receber os ensinamentos do Sakyamuni, e portanto, não puderam acumular a boa sorte necessária para a atingir o  estado de Buda, ficaram excluídos (chamado de Honmi uzen 本未有善) . 

Os Três Períodos do Budismo
Periodo-Budismo

  As pessoas que foram ensinados por Shakyamuni no passado, fizeram prática altruística por período extremamente longo, chamado “prática de incontáveis kanpas” e finalmente nasceram durante a existência de Buda Sakyamuni, ou nasceram nos Primeiros Dias da Lei (1000 anos após a morte do Sakyamuni) e Médios Dias da Lei (2000 anos após a morte do Sakyamuni até o início de Últimos Dias da Lei), praticaram o Sutra de Lótus, e alcançaram o estado de Buda. 


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 O Budismo de Nichiren Daishonin, é Prática para atingir o estado de Buda nesta vida

  Em contraste, o Sutra do Lótus ensina que atingir o estado de Buda não significa “tornar-se um ser especial chamado Buda”, mas sim “abrir (manifestar) o estado de Buda que existe dentro de si”.
  Nichiren Daishonin revelou que a Lei fundamental que possibilitou todos os budas a atingissem o estado de Buda é o Nam-myoho-rengue-kyo. 
  Nichiren Daishonin inscreveu como Gohonzon de Nam-myoho-rengue-kyo, a própria vida que é una com a Lei fundamental do universo.

  Ao acreditar e aceitar o Gohonzon do Nam-myoho-rengue-kyo, todos nós podemos evidenciar o estado de Buda inerente na nossa própria vida.
  Nichikan Shonin afirmou o seguinte: “Quando abraçamos e acreditamos este Gohonzon e recitamos o Nam-myoho-rengue-kyo, o nosso próprio ser torna-se o Gohonzon de Três Mil Mundos num Único Momento da Vida, e torna-se (o mesmo estado de vida de) Nichiren Daishonin”.  (Coletânea dos Comentários de Nichikan Shonin)

No Budismo de Nichiren Daishonin, a prática individual (Gongyo diário) e prática altruística
 (fazer Shakubuku) é fundamental e indispensável para atingir o estado de Buda.
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  Ao acreditar no Gohonzon, perseverar na fé e empenhar para a realização do Kossen-rufu, pode-se evidenciar o mesmo estado de vida de Daishonin dentro da nossa vida, continuando como uma pessoa comum.
  Atingir o estado de Buda na forma atual e atingir o estado de Buda nesta existência, ambos são os termos que exprimem o mesmo princípio de atingir o estado de Buda.

  Através da prática para si e prática para outros, podemos conquistar a Felicidade Absoluta – o Estado de Buda do jeito que somos e nesta vida!

Coletânea de Orientações de Daisaku Ikeda.
(Seikyo Shimbun, 1967)

oracaoPergunta: Por favor, me ensine sobre a relação entre Atingir o Estado de Buda Nesta Existência (一生成仏) e Atingir o Estado de Buda na Presente Forma (即身成仏), e sobre Ter os Pensamentos e Sentimentos Corretos no Momento da Morte (臨終正念).
Presidente Ikeda: Atingir o Estado de Buda Nesta Existência e Atingir o Estado de Buda na Presente Forma, são a mesma coisa. Isto porque não se pode conseguir 
Atingir o Estado de Buda na Presente Forma, sem alcançar Atingir o Estado de Buda Nesta Existência. Atingir o Estado de Buda Nesta Existência, significa alcançar o estado de Buda, enquanto estarmos vivos, portanto, sem Atingir o Estado de Buda na Presente Forma, não se conseguiria alcançar o estado de Buda em toda vida.
  No entanto, se distinguirmos estritamente o “Atingir o Estado de Buda Nesta Existência” e o “Atingir o Estado de Buda na Presente Forma”, pode-se dizer que, quando estamos recitando o Daimoku em frente ao Gohonzon é quando “Atingimos (abrimos) o Estado de Buda na Presente Forma”, conforme o princípio da Fusão entre Sujeito e Objeto (Kyoti Myogo) - união do reino e da sabedoria (ou fusão de realidade e sabedoria) .
  Ter os Pensamentos Corretos no Momento da Morte (臨終正念) significa, morrer calma e pacificamente, sem duvidar do Gohonzon no último momento da vida. Há muitas pessoas (membros da Gakkai) que faleceram, plenamente conscientes no momento da morte, recitando o Daimoku. Por outro lado, há também casos em que as pessoas ficam inconscientes e falecem, mas também sem duvidar do Gohonzon. “Não duvidar é fé”. É isso que significa Ter os Pensamentos e Sentimentos Corretos no Momento da Morte.


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  A Importância de Prática Contpinua 

ranna  Veja uma competição de atletismo, por exemplo. 
  A corrida de 100 metros rasos, leva menos de 10 segundos, corridos por atletas de ponta. 
  Usain Bolt, bateu recorde mundial de 9,58 segundos em 2009, estabelecendo um novo recorde mundial.
  Mas por detrás de um espetacular resultado, existiu um longo período de treinamento rigoroso e disciplinado.

  Para conseguir "objetivo de correr mais rápido", os velocistas treinam diariamente horas e horas de treinamento, tais como exercícios de musculação para aumentar força muscular, uma variedade de exercícios semelhantes aos de corrida, incluindo treino com pesos, treino com trenó e tubo (puxando pesos ou utilizando tubos de borracha), corrida de aceleração, etc.

sprinter500 E a sua dieta concentra-se em alto teor de proteína para reparação e crescimento muscular, hidratos de carbono complexos para reservas de glicogênio, gorduras saudáveis ​​e vitaminas e minerais essenciais, garantindo o combustível adequado para explosões de alta intensidade e recuperação rápida.

 Para se tornar "expert" da área, as pessoas dedicam intensamente e incansávelmente, lutando contra várias dificuldades, tais como "sentir a barreira", "desânimo", etc. Os pianistas, violonistas, bailarinas, cantores, atores, artistas, todos passaram por rigoroso treinamento. E somente quem conseguiu superar todas essas dificuldades e problemas, sem desistir na caminhada, podem se tornar "expert", ou "profissional de primeira categoria". 

Para se tornar pessoa de primeira categoria (ou top), as pessoas praticam intensos
exercícios por longo tempo, e enquanto estiverem ativos, não deixam de treinar. 
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  Sobre a importância da prática conítnua por toda vida, o presidente Ikeda orientou seguinte:  

  Em relação a prática da fé, também não tem como se “alcançar o estado de Buda somente recitando o Daimoku no momento final da vida”. 

  O importante é momento a momento, e o acúmulo das experiencias e convicções que resultam numa fé inabalável e indestrutível.   

  Só quando esta condição é estabelecido, será possível atingir o Estado de Buda Nesta Existência e Ter os Pensamentos e os Sentimentos Corretos no Momento da Morte.

  Porém, como a eternidade é uma sequência de momentos, e é regido pela lei da simultaneidade de causa e efeito, o momento presente é mais importante. 

 A fé firme de agora será o ponto de partida para atingir o Estado de Buda Nesta Existência. 

 E a fé firme de agora, conforme o princípio de “consistência do início ao fim” trará os Pensamentos e Corretos no Momento da Morte. 

  Se negligenciar a prática da fé agora e empenhar apenas no final da vida, não poderá alcançará o estado de Buda. 

  Esse é a relação entre Atingir o Estado de Buda Nesta Existência e Atingir o Estado de Buda na Presente Forma e Ter os Pensamentos e Corretos no Momento da Morte. (Fonte: Coletânea de Orientações de Daisaku Ikeda, página 246. Seikyo Shimbun, 1967) . 




  Daimoku e Shakubuku são Combustíveis para Manter na Órbita do Estado de Buda.

 _A10EV1 Todos seres possuem os Dez Estados de Vida (ou Dez Mundos). Os Dez Estado de Vida são condições de vida inerentes a todos os seres, que se manifestam como reações a situações internas e externas e que podem ser experimentadas por qualquer pessoa em um dado momento.

  Entre os Dez Estado de Vida, o estado de Buda é o nível mais elevado entre todos. O estado de buda é o mais supremo estado de vida, caracterizado por sabedoria, benevolência, coragem, criatividade e energia vital ilimitadas.
  
  O presidente Ikeda, explica seguinte, sobre o estado de Buda:
Presidente Ikeda: O budismo (…) ensina a estabelecer um estado de autodomínio livre do jugo de desejos egoísticos e impulsos instintivos e preconiza que, ao atingir esse estado, a pessoa viva em cooperação e harmonia com os demais e abrigue um interesse compassivo por todas as espécies de vida, agindo em prol da felicidade e do bem-estar de todas as pessoas. A questão essencial para os praticantes do budismo é transformar e aperfeiçoar o ego com o intuito de se tornar um ser humano dessa grandeza. A concretização total desse ideal é denominada “atingir o estado de buda”. (Fonte: Sabedoria para Criar a Felicidade e a Paz: Parte 2, p. 46.)

  De acordo com o princípio de Dez Estado de Vida, todos nós vivemos baseado num dos Dez Estado de Vida, que é chamado de "estado de vida básico" ou "estado fundamental da vida". O estado fundamental da vida.

  Sobre "estado fundamental da vida", o presidente Ikeda diz seguinte no Sabedoria do Sutra de Lótus: 
 Presidente Ikeda: "(O estado fundamental da vida) é como um 'hábito de vida'. Cada pessoa tem o seu próprio 'hábito único', construído pelo seu karma do passado. 
  Para entender melhor, imaginemos uma mola. A mola, mesmo depois de ser esticada, ela volta ao seu estado inicial.
  Acontece coisa semelhante com o "estado fundamental da vida". Mesmo que o estado de Inferno seja a "estado fundamental da vida", isso não significa que permanece inalterada, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Mesmo que o "estado fundamental da vida" de uma pessoa seja do estado de Inferno, ela pode manifestar o estado de Tranquilidade ou estado de Ira.
  Uma pessoa que vive no estado de Ira como "estado fundamental da vida", pode evidenciar o estado de Bodhssatva temporariamente, logo voltará ao estado de Ira. O que pode mudar este "estado fundamental da vida" é a revolução humana, a transformação da condição de vida. A vida de uma pessoa é determinada, de acordo com "qual estado fundamental da vida" essa pessoa vive.

Quando uma pessoa mantém estável o estado de Buda como "estado fundamental da vida", poderá viver
tranquilamente, apreciando a vida. Mas, para manter, precisa de energia, que é Daimoku e Shakubuku.
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  A Importância de treinamento contínuo, ou seja, da prática contínua, está nesse ponto. Através da continuidade da prática budista e polimento ininterrupto do seu caráter, do aprofundamento da sabedoria e fortalecimento da vitalidade e coragem (de não recuar diante dos problemas), pode-se elevar o seu "estado fundamental da vida" até o estado de Buda, e poderá desfrutar a vida de felicidade absoluta.


Fim
  

domingo, 21 de setembro de 2025

Razão do Advento do Buda

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  Razão do Advento de Sakamuni

  Conforme escrito no 2.o capítulo do Sutra do Lótus, Sakyamuni afirma que: “Todos os Budas e Honrados pelo Mundo aparecem neste mundo por causa de uma única e importante motivo''   (Sutra de Lótus, p. 120)

Sutra do Lótus de 28 Capítulos

_A-budda  O Buda Shakyamuni é uma personagem fundamental na história da humanidade por ter fundado o Budismo, uma doutrina filosófica e religiosa que oferece um caminho para a superação do sofrimento através da sabedoria e do desapego, influenciando o pensamento e a espiritualidade de milhões de pessoas e promovendo a harmonia social, e seus ensinamentos que abordam a natureza da existência e a interdependência de todas as coisas, que abriu o caminho da prática budista e inspiram a busca por uma vida mais virtuosa e compassiva. 
  A essência de todos os ensinamentos que, dizem ter 84.000 volumes de ensinamentos, como uma referência metaforica à vasta extensão, é o Sutra do Lótus de 28 capítulos. Em outras palavras, o propósito de Buda Sakyamuni, era pregar o Sutra do Lótus, principalmente o 16.o capítulo a “Revelação da Vida Eterna do Buda”,  para que as pessoas alcançarem o mesmo estado que ele chegou, ou seja, atingir o estado de Buda. 

  Entretanto, assim como é comum, quando alguém tentar começar algo novo, várias "forças obstrutivas" entram em ação, incluindo resistência psicológica, medo do fracasso, mudanças de hábitos e valores e mudanças no ambiente ao redor, ou pode até encontrar forte oposição e críticas das pessoas ao seu redor. Isso pode surgir de fatores psicológicos, como resistência à mudança, manutenção da ordem existente ou simplesmente inveja e ansiedade. Para lidar com isso, é importante se preparar e explicar as coisas com antecedência, ser atencioso com as pessoas ao seu redor e ter força de vontade e determinação.

Pintura do século 10, mostra Mara atacando o Buda
(sítio arqueológico de Dunhuang, China).

FireLanceAndGrenade10thCenturyDunhuang  A iluninação do Sakyamuni, iria mostrar a superação de apego e sofrimento, através da sua própria vontade e força, ou seja, a sua salvação depende exclusivamente dos seus próprios esforços (princípio de Dez Estados de Vida e Possessão Mútua de Dez Estados), muitas religiões pregam que a salvação depender dos outros, ou seja das divindades.  

  Essa descoberta (a iluminação) do Buda Sakyamuni, iria transformar o destino da humanidade para sempre. Por isso, surgiu uma grande resistência, na forma de maldade chamado Mara. Mara, aparece no cânone budista Pal. Segundo cânone, Mara é a personificação da tentação, do medo e da ilusão, e suas tentativas de atrapalhar a iluminação espiritual.
  Entretanto, Sakyamuni venceu a tentação da Mara e finalmente atingiu a iluminação. Na Soka Gakkai, Mara é visto como maldades que impede a prática budista, como os desejos mundanos, as ganâncias e as tentações que surgem dentro de si.

  A maldade representado nesse episódio de Sakyamuni asurgem para todas as pessoas que seguem o caminho da prática budista. No escrito Resposta a Hyoe-no-Sakan, Nichiren Daishonin diz: “Existe, definitivamente, algo extraordinário no avanço e no recuo da maré, no levantar e no descer da lua e nas mudanças das estações. Algo incomum acontece também quando uma pessoa comum atinge o estado de Buda. Indubitavelmente, com o aparecimento dos três obstáculos e quatro maldades, o sábio irá se alegrar e o tolo se acovardará.” (As Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. 1, pág. 250.)


  Nove Grandes Perseguição de Sakyamuni 

  Mesmo após Sakyamuni ter atingido a iluminação, ele sofreu vários obstáculos e perseguições, que são chamados de Nove Grande Perseguições, que são:

  1- Os brâmanes espalhou rumores de que, Sakyamuni estava tendo um caso com uma bela mulher.
  2- Brâmanes zombaram de Shakyamuni quando uma criada lhe ofereceu um mingau de arroz fétido.
  3- O rei brâmane Agnidatta, convidou Sakyamuni e 500 discípulos para seu castelo, mas esqueceu de lhes fazer qualquer oferenda. Por causa disso, por período de um 3 meses, eles s[o comeram aveia usada como forragem para cavalos. 
  4- O rei Virūdhaka de Kosala matou muitos membros do clã Shākya, ao qual Sakyamuni pertencia._A-elefante2
  5- Quando Sakyamuni entrou na cidade brâmane, o rei proibiu que as pessoas dessem oferendas ou ouvi-lo.
  6- Uma mulher brâmane chamada Chinchā amarrou uma bacia à barriga, sob a roupa, e alegou estar grávida de Sakyamuni.
  7- Devadatta derrubou uma pedra do alto de um penhasco sobre Sakyamuni na tentativa de matá-lo. No entanto, feriu  apenas seu dedo do pé.
  8-Durante oito dias em torno do solstício de inverno, as pessoas usavam três camadas de roupa para se proteger do vento extremamente frio.
  9- O rei Ajase, instigado por Devadatta, soltou um elefante bêbado e o lançou sobre Sakyamuni e seus discípulos, na tentativa de matá-los pisoteados.


 Razão do Advento de Tendai e Dengyo

  Segundo Nichiren Daishonin, a razão do advento de Tendai da China (538 a 597), foi a revelação de Grande Concentração e Discernimento e através da doutrina de Itinen Sanzen, ou seja, existência de três mil mundos num momento da vida, como uma prática, possibilitando as pessoas atingirem o estado de Buda. E o de Dengyo do Japão (766 a 822), foi que ele estabeleceu a ordenação do Budismo Mahanaya e propagou o Sutra do Lótus no Japão.


  Perseguições que Tendai enfrentou

Perseguição por Imperador Wu de Zhou do Norte (r. 560–578) . O budismo e o taoísmo foram expulsos, mais de 2 milhões de monges e taoístas foram forçados a retornar à vida secular, templos, salões e estátuas foram destruídos e muitos bens foram confiscados pelo governo. 
 No entanto, a Escola Tongdao foi fundada, e 120 pessoas selecionadas do budismo e do taoísmo foram nomeadas como acadêmicos. 

  Perseguições que Dengyo enfrentou

  Dengyo viajou para a China aos 37 anos e estudou em Taizhou e no Monte Tiantai por 8 meses, mas não foi à capital, Chang'an. Como resultado, quando ele retornou ao Jap’ao, os monges das outras escolas budistas o criticaram  que ele não havia aprendido o verdadeiro ensino do budismo, dizendo: "Saicho nunca viu a capital Tang". Nichiren Daishonin, disse: "Tudo isso se deve ao Sutra de Lótus, portanto não há vergonha nisso. Ser elogiado por pessoas tolas é a maior vergonha" (p. 237).

Rota de Dengyo à Tang (China) no ano de 800.
Tang-mission-route1

 
 Perseguições Anterior ao Últimos Dias da Lei, eram Mais Leves

  Era dos Últimos Dias da Lei, é período após a morte do Buda Shakyamuni. É época que seus ensinamentos não surtem mais os benefícios, é uma era maléfica de 5 impurezas, caracterizado por conflitos e as pessoas são dominadas pelas ilusões da ganância, raiva, ignorância, orgulho e dúvida. Por esse motivo, seria muito difícil de propagar o Sutra de Lótus, tanto é que, budas provisórios ou  bodhsattvas provisórios não conseguirão suportar as dificuldades. (Impurezas da época, do desejo, dos seres vivos, da visão e da própria vida.)

  No capítulo 10 do "Mestre da Lei", o Sakyamuni encoraja a propagação do Sutra de Lótus após sua morte, então os bodhsattvas provisórios e outros bodhsattvas fizeram voto de propagá-lo. No entanto, o Sakyamuni os impediu, dizendo: "Parem, bons homens. Vocês não serão capaz de proteger e preservem este sutra" (Sutra de Lótus, p. 451-452). 
  Naquele momento, os Bodhsattvas da Terra, liderados pelos quatro bodhsattvas, o de Práticas Superiores, Práticas Ilimitadas, Práticas Puras e Práticas Firmemente Estabelecidas, seguidos de areias de 60 mil rios Ganges
 emergiram da terra. (capítulo 15 Emergindo da Terra)

 Os Bodhsattvas da Terra, liderados por Bodhsattva de Práticas Superiores surgiram com a missão de propagar o Sutra de Lótus dos Últimos Dias da Lei, que é o Nam-myoho-rengue-kyo.  Nkko Shonin diz: “Nichiren Daishonin é reencarnação de Bodhsattva de Práticas Superiores” (五人所破抄Sobre a Refutação dos Cinco Sacerdotes, p. 1611). 
 A Soka Gakkai vê do ponto de vista de “externa”  (外用: aparência utilizado como meios para ensinar e orientar as pessoas)”, Daishonin como Bodhsattva de Práticas Superiores, porém, a sua percepção interior (内証: percepção interna) , Daishonin é o Buda da Liberdade Absoluta do tempo sem início, ou seja, de Kuon Ganjo.


  Razão do Advento de Nichiren Daishonin


  A razão do advento de Nichiren Daishonin, era estabelecer o verdadeiro budismo para que todas 
As pessoas dos Últimos Dias da Lei possam atingir o estado de Buda.
  Nichiren Daishonin nasceu nos Últimos Dias da Lei, época em que os ensinamentos de Sakyamuni havia perdido toda a sua eficácia. 
  Daishonin revelou a Lei que estava oculto nas profundezas do 16.o capítulo, a “Revelação da Vida Eterna do Buda” do Sutra do Lótus, para que todas as pessoas pudessem praticar e atingir o estado de Buda. Esta Lei é o Nam-myoho-rengue-kyo.

 As Perseguições que Daishonin enfrentou:

  ① Ataque em Matsubagayatsu (27/08/1260)
  ② Exílio em Izu   (12/05/1261 a 22/02/1262)
  ③ Ataque em Komatsubara        (11/11/1264)
  ④ Perseguição de Tatsu-no-kuchi  (12/09/1271)
  ⑤ Exílio em Sado  (01/11/1271 a 14/02/1274)

① Ataque em Matsubagayatsu

  Cerca de 1 mês depois de Nichiren Daishonin ter enviado Rissho Ankoku Ron, os seguidores da Nembutsu incitados por líderes da seita Nembutsu (com aval de Hojo Shigetoki, sogro do regente), resolveram atacar a cabana de Daishonin na calada da noite. Milhares* seguidores atacaram a cabana com intuito de matar, mas por pouco Daishonin conseguiu escapar. Então, bandos enfurecidos incendiaram a cabana.
*Segundo alguns registros, diz que foi entre 2 mil a 3 mil crentes da seita Nembutsu.

② Ataque em Komatsubara  (11 de novembro de 1264)

  Quando Daishonin e seus seguidores estavam passando por Komatsubara, para ir na casa de Kudo Yoshitaka, foram surpreendidos por um ataque de bando armado de centenas de homens, liderado pelo administrador local, Tojo Kaguenobu. 
  De acordo com o Daishonin: “Flechas caíam como chuva sobre nós e espadas desciam como relâmpagos.” No ataque, seu discípulo Kyoninbo Nichigyo e seu seguidor Kudo Yoshitaka foram mortos, e o próprio Nichiren ficou gravemente ferido, com um corte na testa e uma mão esquerda quebrada.


③ Exílio em Izu

  Após escapar do ataque em Matsubagayatsu, Daishonin retornou a Kamakura. O governo prendeu ele e exilou sem motivo justo para a Península de Izu.
  A distância entre Kamakura e Ito da Península de Izu tem aproximadamente 80Km. Considerando que barco a remo simples tem velocidade entre 2Km a 4Km/hora, supondo que o barco que Nichiren Daishonin viajou navegou com velocidade média de 5Km/hora, deve ter levado de 4 a 5 dias. 

Localização de Ito de Izu. onde Daishonin foi exilado.
Kamakura-Izu

④ Perseguição de Tatsu-no-kuchi 

  Em 10 de setembro de 1271, Daishonin foi interrogado por Hei-no-saemon e, na noite do mesmo dia, seu eremitério em Kamakura foi atacado por um grande número de soldados lideradas por Hei-no-saemon. 
 Nessa ocasião, Daishonin advertiu Hei-no-saemon mais uma vez que, se não proibisse a difamação da Lei e não praticar a verdadeira Lei, enfrentaria perseguições, rebelião interna e invasão estrangeira em seu próprio país, conforme havia previsto em seu "Rissho Ankoku Ron". 

  Nichiren Daishonin foi preso ilegalmente e injustamente. Ele foi exibido publicamente nas ruas de Kamakura, como se fosse um criminoso. E na mesma noite (por volta das 3h da madrugada), ele foi levado com escolta de samurais até Tatsuno-Kuchi, um local da praia de Kamakura, para ser decapitado. No entanto, um objeto brilhante surgiu repentinamente no céu, frustrando a tentativa de decapitação.

  Através desse acontecimento em Tatsuno-Kuchi, Nichiren compreendeu que, ele havia experimentado as profecias das 20 linhas do capítulo Encorajamento à Devoção, na qual diz “[o devoto de Sutra do Lótus nos Últimos Dias da Lei] sofrerá ofensa e calunia das pessoas ignorantes, perseguições de espadas e bastões, e será expulso várias vezes”
  Além disso, o mesmo capítulo menciona os “três poderosos inimigos” — leigos e sacerdotes arrogantes e sábios falsos e arrogantes irão perseguir os devotos do Sutra do Lótus.”.
  Essas provações que culminou com a perseguição de Tatsunokuti, provou que Nichiren é o “devoto de Sutra do Lótus dos Últimos Dias da Lei”, que surgiu nos Últimos Dias da Lei para ensinar o Nam-myoho-rengue-kyo, para possibilitar que todas as pessoas atinjam  o estado de Buda.
* O ato de abandonar a identidade transitória e revelar a verdadeira identidade é chamado de Hossayku Kenpon.


④ Exílio na Ilha de Sado

Localização da Ilha de Sado e local de Tsukahara.
_Angru-Siro

  Após fracasso na tentativa de decapitar o Daishonin, Hei-no-saemon condenou Daishonin ao exílio. Daishonin partiu de Kamakura em 10 de outubro de 1272, atarvessou Japão e chegou a Teradomari (Prefeitura de Niigata) no dia 21 do mesmo mês. Como o Mar do Japão estava agitado e não possibilitava a travessia até a Ilha de Sado, esperou que as ondas acalmassem.
  Então, ele atravessou o Mar do Japão num barco levando 3 dias e chegou ao Porto de Shukunegui, na Ilha de Sado. De Porto de Shukunegui até o Tsukahara - local onde cumpriria pena de exílio - tem mais de 30Km de distância, e Nichiren Daishonin chegou ao local de exílio, Tsukahara Sammaido, em 1 de novembro.

  Na época, havia 5 tipos de punições para os condenados — açoitamento, espancamento, aprisionamento, exílio e pena de morte. O exílio era a segunda punição mais severa depois da pena de morte e, em muitos casos, era uma alternativa à pena de morte. Nichiren Daishonin passou dois anos e cinco meses exilado na Ilha de Sado. 
  Daishonin escreveu no seu escrito: "Aqueles que foram enviados para esta Ilha de Sado, a maioria morreram aqui. Os que sobreviveram foram raros" (Carta a Horen. Gosho pág. 1052). Muitos criminosos foram exilados para Sado, um local de ambiente natural severo, mas a maioria deles terminaram as suas vidas em Sado.

Sanmaido deve ter sido um velório assim.
odou  Tsukahara (塚原), significa "campo  (原 hara)" onde têm sepulturas com um pequeno monte de terra (塚 tsuka), ou seja, o local em que Nichiren Daishonin foi levado para cumprir pena era um cemitério à céu aberto. E o governante havia proibido que os habitantes da ilha ajudasse Daishonin. A intenção do governante era que Daishonin morresse de frio ou de fome. 

 Só para ter uma noção da severa situação que Daishonin foi colocado, o administrador de Sado, acatou a intensão do governantes (xogunato), que conspiravam para matar Daishonin na Ilha de Sado, colocou guardas para vigiar Sanmaido. Os seguidores que aproximassem ou caminharem perto do Sanmaido eram presos e eram sujeitos a severos interrogatórios.
  Se fosse descoberto alguém levando a comida para Daishonin, não havia forma de prever que tipo de punição rigorosa poderiam enfrentar. Havia até risco de receber uma condenação fatal.
  A severidade da pena para quem auxiliasse a sobrevivência de Daishonin, pode ser vista na passagem do seu escrito: "[Os guardas] Acusavam, dizendo: 'Foste preso, e colocavam na cadeia só de passar na frente do Sanmaido; ou condenavam 'por ter levado oferecimento [provavelmente, alimentos ou roupas], e foram expulsos da Ilha de Sado, ou prendiam as seas  mulheres e os filhos" (Resposta à Leiga Sennichi Gosho p. 1313); e "Por vezes, eram expulsos das suas casas, ou multados, ou confiscavam as suas casas, e assim por diante, mas, mesmo assim, preservaram na sua prática" (Resposta à Leiga Sennichi Gosho p. 1314).

  Além de mais, a clima de Sado no inverno era extremamente frio, e Sanmaido era um local utilizado para o velório, uma casa muito apertado, sem altar para estátua de Buda para orar. E aparentemente era uma casa abandonada sem manutenção, portanto, as tábuas do assoalho não se encaixavam, as paredes estavam deterioradas e nenhuma luz do sol entrava, tornando-o praticamente um local inabitável.
  Nichiren Daishonin estava em uma situação difícil, com pouca roupa e alimentos, e sua vida estava ameaçada pelos monges e seguidores da seita Nembutsu da Ilha de Sado.

 
  Debate de Tsukahara

  Os monges e leigos seguidores da seita Nembusu souberam que “um monge chamado Nichiren que fala mal de Honen e calunia seita Nembutsu” chegou em Sado. Eles se juntaram e centenas deles foram debater com Nichiren Daishonin na Tsukahara.
  O debate teve nos dias 16 e 17 de janeiro. Nichiren Daishonin rebateu cada argumento com base nos sutras budistas, provou a veracidade de seus ensinos e os derrotou completamente no debate. Diante da supremacia da doutrina de Nichiren, muitos monges e leigos converteram-se ao budismo de Daishonin.    

_A-Debate-Sanmaido

Mas nem todos eram hostis e inimigos. O casal Abutsubo e o casal Kokufu, moradores na Ilha de Sado que se converteram ao Budismo de Daishonin, visitavam Sanmaido para entregar oferecimentos ao Daishonin, arriscando suas vidas. Eles levavam alimentos, papel, tinteiros, tinta e outros artigos que muitos desses materiais e artigos eram escassos, à noite para não serem vistos por guardas de vigilância que eram mais rigorosos durante o dia. Graças à proteção deles, Daishonin conseguiu sobreviver no exílio.


  Primeira Profecia Concretizada

  Em fevereiro de 1272, mensageiro trouxe notícia de que havia acontecido revolta interna em Kyoto. 
  O Hojo Tokisuke (irmão de mãe diferente) do regente tentou tomar o poder, e iniciou uma luta entre as facções da família Hojo em Kyoto e Kamakura.
  Esse acontecimento fez com que a credibilidade nos ensinos defendidos por Nichiren e em suas admoestações aumentasse e, em decorrência disso, o governador da Ilha, Honma Rokurou Zaemon se converteu ao budismo de Daishonin, e  transferiu-o da desolada cabana de Tsukahara para à residência em Itinosawa Nyudo em abril.

Perdão do Exílio

 Em 14 de fevereiro de 1274, Daishonin foi considerado inocente e uma carta de perdão foi emitida.
  No dia 13, Nichiren Daishonin deixou Ichinoya, e partiu da Ilha de Sado no dia 26, retornando a Kamakura.


Perseguição de Atsuwara 

Atsuwara-Honan


  Fundo de Cena da Perseguição de Atsuhara

  Na região de Suruga (atual prefeitura de Shizuoka), Nikko Shonin estava na vanguarda da propagação do Budismo de Daishonin, e muitas pessoas estavam se convertendo. Na época, Daishonin estava morando no Monte Minobu, como um ato de autoexílio após três admoestações não serem consideradas. 

  Entretanto, na província de Suruga, o clã Hojo possuía muitas propriedades, inclusive a esposa do regente Hojo Tokiyori que era também filha de Hojo Shigetoki, e vários vassalos da clã, e portanto eles exerciam grandes influências na região.
  Gyōchi, o sacerdote do Templo Ryusenji (escola Tendai) em Atsuhara, abusava do seu poder, com apoio de clã Hojo, perseguia intensamente os discípulos e os seguidores da região. Entre eles, principalmente Nisshu e Nichiben que haviam-se convertido ao budismo de Daishonin que residiam no Templo Ryusenji, sofriam perseguições severas.

persegucao-Atsuhara2  Em 8 de abril de 1279, o Gyōchi persuadiu o administrador da região e feriu um dos seguidores, o Shirounan (filho de Shiro), durante um festival de templo local. Em agosto, Gyōchi decapitou o Yashironan (filho de Yashirou), e tentou jogar a culpa nos discípulos de Nichiren Daishonin.
  Gyōchi inventou uma denúncia falsa, alegando que "Nishu (discípulo de Daishonin) e outros reuniram um grande bando armado e invadiram o templo do Gyōchi e roubaram a colheita de arroz".   

  Os interrogatórios dos camponeses presos foram conduzidos pessoalmente por Hei no Saemon. Hei no Saemon torturou no interrogatório, e exigiu que os camponeses fiéis abandonassem o ensinamento de Daishonin e recitassem o Nembutsu, mas nenhum deles se retratou. Por fim, Jinshiro e outros três foram decapitados e martirizados, e os 17 restantes expulsos do território.

  Concretização do Propósito de Advento de Daishonin

  Daishonin descreveu o comportamento dos seguidores fiéis de Atsuhara, que se recusaram a sucumbir à perseguição injusta das autoridades e mantiveram sua fé, dispostos a sacrificar suas vidas, como "algo extraordinário" (Gosho p. 1455), e os elogiou como "devotos do Sutra de Lótus" .
  No seu escrito “O Devoto de Sutra do Lótus Enfrentará Perseguições”, Daishonin afirma que a perseguição de Atsuhara mostrou que pessoas comuns (camponeses) que abraçaram o budismo de Daishonin, o Nam-myoho-rengue-kyo, tinham fé inabalável a ponto de não temer sacrificar próprias vidas. 

  Isso prova que o espírito de defender e proteger o budismo de Daishonin mantido por pessoas comuns foi consolidado para sempre, isto é, a correnteza do Budismo nos Últimos Dias da Lei será perpetuado por pessoas comuns.
  Com esse fato, Daishonin declarou que concretizou o seu "verdadeiro objetivo de advento neste mundo".
  Enquanto tiver pessoas (comuns) que abraçam o Gohonzon e empenham sem poupar sua vida (esforço) para difundir a Lei (o Nam-myoho-rengue-kyo), a correnteza do Kossen-rufu jamais será interrompido.


   Em Resumo:

  O advento do Buda Sakyamuni foi pregar Suta de Lótus para os Últimos Dias da Lei.(Individualmente,  para Bodhssatva de Práticas Superiores - que é NIchiren Daishonin, mas amplamente era para todas as pessoas).
  O advento de Nichiren Daishonin foi estabelecer o Nam-myoho-rengue-kyo para as pessoas dos Últimos Dias da Lei.

Fim

 

segunda-feira, 26 de maio de 2025

Espírito de Doação da SGI


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O espírito de doação na SGI

   Na SGI, o espírito de doação é encontrado não apenas com relação a doações materiais, mas também em todos os tipos de oferecimentos em prol do avanço do movimento pelo Kossen-rufu, da organização e dos seus membros integrantes.
   Com relação à prática do Gongyo e do Daimoku diários, efetuamos, muitas vezes, mesmo sem ter consciência, várias espécies de doação, como o oferecimento de incenso, velas, água, frutas, ramos verdes e outros. Temos o exemplo de uma parábola budista sobre o Bodhisattva Yakuo, que queimou seus ossos como oferecimento ao buda. Esse tipo de oferecimento seria impraticável nos dias atuais, mas o que importa aqui é a sinceridade do homem em servir o buda. (Editorial do jornal Brasil Seikyo edição1989)

   Outros sutras falam das sete doações gratuitas:
   
   1) Doação dos olhos — diz respeito à importância de olhar as pessoas com um olhar benevolente e de calor humano;
   2) Doação do rosto gentil e sorridente — fala da importância de manter um rosto sorridente, fazendo com que todo ambiente se torne alegre;
   3) Doação de palavras gentis — ressalta a importância de proferir palavras gentis e respeitosas aos outros;
   4) Doação do corpo — significa agir de forma respeitosa em qualquer situação e lugar, dando importância à disciplina e à educação;
   5) Doação do sentimento — relacionar-se com outras pessoas com boa vontade e gentileza, mantendo ao mesmo tempo o sentimento de fé, benevolência e de cuidar dos outros;
   6) Doação de lugar — refere-se a ceder um local para propagar a lei;
   7) Doação da casa — oferecer o próprio lar para as atividades.
(Editorial do jornal Brasil Seikyo edição1989)

  Doações materiais

  Há também as doações materiais. Nichiren Daishonin deixou registrados em seus escritos diversos exemplos de discípulos que gentilmente lhe ofereceram alimentos e roupas para que pudesse sobreviver. Não há formas melhores ou piores de oferecimentos. Todos são igualmente importantes, contanto que se leve em consideração o espírito, a sinceridade de como foram feitos e o empenho da pessoa ao fazê-lo.
  Essa deve ser a base do espírito de doação — uma sincera prática da fé. Esta constitui, na verdade, uma poderosa causa para a revolução humana. Dessa forma, o ato de doar, baseado na prática da fé, seja sob o aspecto material ou não, constitui uma causa fundamental para o desenvolvimento de cada um. Daishonin declarou a uma seguidora: “Esteja firmemente convicta de que os benefícios deste oferecimento estender-se-ão aos seus pais, avós, ao marido que a senhora ama com tanto afeto e a um número incontável de outras pessoas”. (END, vol. 4, pág. 228).


 História de Departamento de Kofu da Soka Gakkai

Toda-Josei1   Após assumir como 2.o presidente da Soka Gakkai em 1951, o presidente Toda rapidamente pôs em ação várias iniciativas para o desenvolvimento da Soka Gakkai, incluindo a publicação do Seikyo Shimbun, fundação das Divisões: Feminina, Masculina dos Jovens e Feminina dos Jovens e dos Jovens, a fundação de Departamento Financeiro e outras reestruturações organizacionais. 
Em particular, a criação do Departamento Financeiro foi importante para agilizar as atividades da organização e facilitar a angariação de fundos.
   A orgaqnização da Soka Gakkai no Japão, até então as despesas eram sustentados por presidente Toda. Porém, com a rápida expansão da organização por causa da grande campanha de Shakubuku, tornou praticamente impossível mais o presidente Toda assumir com todas as despesas. Então, ele decidiu criar um departamento de contribuições financeiras (Zaimu-bu 財務部. No Brasil é conhecido como Departamento de Kofu), formado por membros que têm condições financeiras boas e que tinham forte fé. E o esse departamento tornou força propulsora financeira, para prpmover o Kossen-rufu do Japão e do mundo inteiro.

    
 História do Rico Sudatta

  A história do rico Sudatta ilustra os imensuráveis benefícios provenientes do nobre ato de oferecer uma doação ao budismo.

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 Nova Revolução Humana Volume 4, Capítulo Triunfo, através da história do rico Sudatta, o presidente Ikeda afirma: "Este espírito de doação, que surgiu da fé pura, é a forma mais genuína de doação, e nele reside a fonte de grande boa sorte", e "O espírito de caridade eleva o estado de espírito e traz um mérito incomensurável, o que, por sua vez, aprofunda a certeza da fé. Nisto reside a equação budista para estabelecer uma trajetória de felicidade."


Sinceridade de Fazer Doação 

  Na Resposta a Monja Kubo-Ama, entitulado "Raízes da Boa Sorte", Nichiren Daishonin escreveu seguinte:
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 Na Coletânea de Escritos de Nichiren Daishonin, consta: “As raízes de boa sorte não são determinados pelo maior ou menor valor dos oferecimentos que a pessoa faz. (…)  As oferendas que a senhora fez não foram para mim, Nichiren, mas para o buda Sakyamuni, o buda Muitos Tesouros e os budas das dez direções [avaliem a grandeza] dos benefícios que resultantes. No longo deste ano, escrevi-lhe sobre diversos acontecimentos, mas devo dizer que, em toda minha vida, não me recordo de ter enfrentado um frio tão intenso como este que estamos passando agora. A neve se acumulou numa quantidade enorme. Até as pessoas de forte determinação têm dificuldade em me visitar. O fato de a senhora ter enviado um mensageiro até aqui é, sem dúvida alguma, um gesto de sinceridade realmente raro." (As Raízes da Boa Sorte: CND Vol.2, pág. 370)


Não Façam Doação para Monges Malignos

  Tanto Buda Sakyamuni como Buda Nichiren Daishonin louva o espírito daqueles que fazem doaçoes em prol do budismo. Entretanto, eles proíbem categóricamente, as doações aos sacerdotes caluniadores e às seitas heréticas que desprezam os ensinamentos do budismo. O Sakyamuni deixou bem claro isso no Sutra do Nirvana e Daishonin também disse claramente sobre essa proibição no tratado Estabelecer Ensinamento Correto para a Pacificação da Terra (link da matéria). 
  No “Os Corpos e as Mentes dos Seres Comuns”, Daishonin também diz: "Mesmo que alguém tenha acumulado boas ações e virtudes, se fizer oferendas a uma pessoa falsa, isso será um grande mal e não algo bom. Mesmo que a sua fé seja fraca e ofereça apenas uma pequena coisa, se for oferecida a uma pessoa sincera, o mérito será grande. Além disso, o mérito daqueles que fazem oferendas ao verdadeiro Dharma com grandes aspirações são incomensuráveis." (衆生身心御書 Gosho p.1595)


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FIM


quinta-feira, 10 de abril de 2025

Budismo é Vitória ou Derrota

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  O princípio de vitória ou derrota é a base do Budismo Nitiren. Esse conceito não se refere a escolher entre a vitória e a derrota, pois, para os praticantes do Budismo que cultivam uma poderosa fé, só há vitória.
  Aplicar esse conceito na sociedade é vencer em tudo, independentemente de as circunstâncias serem favoráveis ou não. A derrota existe quando você desiste de lutar e abandona a fé e o mestre. (Terceira Civilização Edição 528)
 

Orientação do Presidente Ikeda sobre O Budismo é Vitória ou Derrota:
(fonte: livo “Mundo do Gosho – Diálogo sobre Religião de Humanismo”, publicado em 2003)

Ikeda: O princípio de que "o budismo é vitória ou derrota”, pode ser encontrado em todos os escritos de Nichiren Daishonin, embora seja expresso de várias maneiras. Em particular, em uma expressão concisa, a "Resposta ao Shijo Kingo", também conhecida como “O Herói do Mundo”,  afirma claramente que "o budismo se preocupa primordialmente com vitória ou derrota” (CEND Vol.2. pág. 95). O Sr. Makiguchi também citava este ditado, afirmando que  aqui se reside "a vida de uma religião".

Saito: A data em que esta carta foi escrita é desconhecida, mas, a julgar pelo seu conteúdo, acredito que provavelmente foi escrita no 2.o semestre de 1277.
Nessa essa época, o Shijo Kingo foi informado por seu lorde que sua terra seria confiscada se ele não abandonasse sua fé no Sutra de Lótus. Em resposta, Shijo Kingo jurou a Nichiren Daishonin que ele nunca abandonaria sua fé.
Ao elogiar a determinação de Kingo, Nichiren Daishonin escreveu a Carta de Petição ao Yorimoto (CEND Vol.2. pág. 62) , ao seu senhor, Lorde Ema.

Ikeda: Ikeda: Sua carta agora sugere que Daishonin recebeu uma carta de Kingo informando uma boa notícia. Entretanto, a situação ainda continuava tensa e portanto havia urgente necessidade de Daishonin enviar uma petição ao Lorde Ema. Por esse motivo, Nichiren Daishonin ensinou o princípio de "Budismo é vitória ou derrota" ao Kingo, para transformar essa circunstância em vitória.
 O budismo é é vitória ou derrota, assim como a vida. Não é exagero dizer que o budismo foi pregado para que todos pudessem vencer a luta fundamental da vida, que é a batalha entre Buda e o demônio. Ou você derrota o demônio e alcança a iluminação ou é derrotado pelo demônio e viver uma vida perdida, de ilusão. O significado supremo do budismo na vida está em vencer essa batalha fundamental. 

Morinaka: Com a explicação do senhor, o significado de "o budismo se preocupa primordialmente com vitória ou derrota” ficou bem claro para mim.

Ikeda: Numa vida baseada no budismo, todas as circunstâncias da vida são continuações ininterruptas de batalhas de vencer ou ser derrotado. Isto é, em outras palavras, são verdadeiros fenômenos da vida. Para as pessoas que desafiam nessas batalhas, todas as coisas que acontecem durante a vida, mesmo que seja assuntos seculares, são todas relacionadas à prática budista, ou seja, estará de acordo com o princípio de Budismo é vitória ou derrota. 

Saito: Isso também deixa mais claro o significado da declaração de Nichiren Daishonin de que "a lei secular é recompensa e punição", em contraste com "a lei budista é uma batalha".

Ikeda: Na sociedade samurai à qual Shijo Kingo pertencia, pode-se dizer que recompensas e punições impostas por seu senhor eram o regra fundamental da vida de um samurai. Entretanto, Nichiren Daishonin ensina a Kingo que sua situação atual não deve ser vista como uma questão de recompensa ou punição em termos da sociedade, mas sim como um desafio de vitória ou derrota do budismo.

Demônios no budismo significa, “desejos mundanos” e “visão errônea” que existe dentro da nossa vida.

SKShijo Kingo: foi um dos principais discípulos de Nichiren Daishonin que viveu em Kamakura. Durante a Perseguição de Tatsu no Kuchi, ele foi chamado por Daishonin para acompanhar no local de execução. Shijo Kingo serviu ao Lorde Ema, um ramo do clã Hojo, mas incorreu no desagrado de seu senhor devido às calúnias de seus colegas de serviço e correu o risco de ter suas terras confiscadas e ser expulso de ser seu vassalo. Entretanto, ele seguiu a fielmente as orientações (várias cartas) de Daishonin e baseado na sincera fé continuou dedicando ao seu senhor. Quando seu senhor adoeceu, Kingo cuidou dele até curar. Com isso ele conseguiu recuperar  sua confiança e adquiriu novo terreno três vezes maior que antes.







Como Podemos obter a Vitóriar?

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  Sobre a frase “O budismo se preocupa primordialmente com vitória ou derrota por essa razão, o Buda é denominado Herói do Mundo, ao passo que um soberano é chamado de “aquele que governa conforme sua vontade.” (CEND Vol.2. pág. 95), o presidente Ikeda fez seguinte diálogo com os coordenadores do Depto de Budismo da Soka Gakkai, no livro "Mundo do Gosho" (御書の世界), publicado no ano de 2005. (é a mesma fonte da matéria anterior)


O budismo é vitória ou derrota, autoridade secular baseia-se no princípio de recompensa e punição

Morinaka: Primeiramente gostaria de ler parte inicial desse escrito* “Agora que li a sua carta, sinto-me tão aliviado como se, depois de uma longa noite, o dia tivesse finalmente amanhecido, ou como alguém que regressou ao lar após uma longa jornada. 
  O budismo se preocupa principalmente com vitória ou derrota, enquanto a autoridade secular baseia-se no princípio de recompensa e punição. Por essa razão, um buda é denominado o Herói do Mundo, ao passo que um soberano é chamado de “aquele que governa conforme sua vontade”. 

Saito: A data em que esta carta foi escrita é desconhecida, mas, a julgar pelo seu conteúdo, acredito que provavelmente foi escrita no 2.o semestre de 1277.
Nessa essa época, o Shijo Kingo foi informado por seu lorde que sua terra seria confiscada se ele não abandonasse sua fé no Sutra de Lótus. Em resposta, Shijo Kingo jurou a Nichiren Daishonin que ele nunca abandonaria sua fé.
Ao elogiar a determinação de Kingo, Nichiren Daishonin escreveu a Carta de Petição ao Yorimoto (CEND Vol.2. pág. 62) , ao seu senhor, Lorde Ema.

   Livro Gosho no Sekai (Mundo do Gosho)
Gosho no SekaiIkeda: Pelo conteúdo dessa carta, sugere que Daishonin recebeu uma carta de Kingo,  informando-lhe uma boa notícia. Entretanto, a situação ainda continuava tensa e portanto havia urgente necessidade de Daishonin enviar uma carta de petição ao Lorde Ema. 
  Por esse motivo, Nichiren Daishonin ensinou o princípio de "Budismo é vitória ou derrota" ao Kingo, para transformar essa circunstância em vitória definitiva.
 O budismo é vitória ou derrota, assim como a vida. Não é exagero dizer que o budismo foi pregado para que todos pudessem vencer a luta fundamental da vida, que é a batalha entre o Buda e a maldade. Ou você derrota a maldade e alcança a iluminação ou é derrotado pela maldade e viver uma vida perdida, de ilusão. O significado supremo do budismo na vida está em vencer essa batalha fundamental. 

Morinaka: Com a explicação do senhor, o significado de "o budismo se preocupa primordialmente com vitória ou derrota” ficou bem claro para mim.

Ikeda: No modo supremo de vida baseada no budismo, todas as circunstâncias da vida serão continuações ininterruptas de batalhas de vencer ou ser derrotado. Isto é, em outras palavras, são verdadeiros fenômenos da vida. Para as pessoas que desafiam nessas batalhas, todas as coisas que acontecem na vida, mesmo que seja assuntos seculares, são todas relacionadas à prática budista, ou seja, estará de acordo com o princípio de budismo é vitória ou derrota. 

Saito: Com essa explicação fica mais claro o significado da declaração de Nichiren Daishonin de que "a lei secular é recompensa e punição", em contraste com "budismo é vitória ou derrota".

Ikeda: Na sociedade samurai à qual Shijo Kingo pertencia, as recompensas e as punições impostas por seu senhor eram o regra fundamental da vida de um samurai. Entretanto, Nichiren Daishonin ensina a Kingo que, sua situação atual não deve ser vista como uma questão de recompensa ou punição em termos da regra da sociedade, mas sim como um desafio de vitória ou derrota do budismo.

Saito: Daishonin nos ensina que devemos basear a nossa vida no princípio de budismo évitória ou derrota.


Budismo é razão! Budismo é vitória ou derrota

(Orientação de presidente Ikeda na Conferência Nacional de Coordenadores de Prefeituras- 26/10/2021)


  Quando falamos de um veterano predecessor da Divisão Sênior, logo lembramos o Shijo Kingo, que tinha laços profundos com a região de Shin-etsu (região de prefeituras de Niigata e Nagano).
  Como todos sabem, Shijo Kingo era invejado por seus colegas por seu excelente trabalho, perseguido por sua fé íntegra e sofria de difamações infundadas, o que o colocou em uma posição difícil. Nichiren Daishonin, o protegeu como todo coração. 

  Resumindo as orientações dadas ao Kingo, através dos Goshos, pode-se dizer seguinte:
  A primeira é "fé para superar dificuldades". E depois, "transformar veneno em remédio". Através desse princípio, Daishonin ensinou o grande poder da Lei Mística para Kingo.
  Além disso, “Um homem verdadeiramente sábio não será arrebatado por nenhum dos oito ventos: prosperidade, declínio, desgraça, honra, elogio, censura, sofrimento e prazer. Ele não se inflama com a prosperidade nem se desespera com o declínio." (As Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. 3, págs. 201), e enfatizou que "o budismo está no comportamento como ser humano".

  Mais especificamente, Daishonin lhes ensinou a "essência dos comportamento humano", tais como: "não perca a paciência", "não baixe a guarda", "tenha cuidado com acidentes", "não deixe de tomar precauções antecipadamente", "tenha cuidado com o álcool", "valorize seus companheiros", "faça aliados", "nunca repreenda a mulher", "respeite as pessoas" e assim por diante.

  Ele também disse: "Budismo é razão". O budismo é o princípio mais elevado e possui máximo de poder da justiça, que sempre triunfará sobre qualquer poder ou tirania. Além disso, Nichiren Daishonin apelou à "união entre os companheiros".
  Especialmente em tempos difíceis, que devemos permanecer conectados aos nossos bons companheiros e avançar juntamente com a organização harmoniosa (Soka Gakkai), pois dessa forma podemos impedir que as maldades nos penetrem para tirar a vantagem. A Soka Gakkai é o “porto seguro da vida".

  Daishonin também disse:  “Não há felicidade maior para os seres humanos do que recitar Nam-myoho-renge-kyo. ” (CEND, v. I, p. 713)."
  Nichiren Daishonin declarou para Shijo Kingo, dizendo: "Não há estratégia que supere o Sutra de Lótus". Ele afirmou veementemente: "importante é o coração" (Gosho, p. 1192) e “Um covarde não pode ter nenhuma de suas orações respondidas”. (WND, pág. 1.001) 

  Devemos lutar com fé corajosa. E acima de tudo, "budismo é vitória ou derrota". Vamos dialogar sobre justiça com as pessoas e viver dignamente como um leão. Haja o que houver, manter a prática da fé do budismo. Então essa pessoa conquistará a vitória no final. Nichiren Daishonin nos ensinou como viver nossas vidas de uma maneira digna e brilhante.

  Daishonin também instruiu a esposa de Shijo Kingo (Nichiguennyo) a manter uma fé corajosa. Em sua carta a Kingo, ele escreveu: “O fato de as orações de Nitiguennyo não terem sido respondidas é como um forte arco com uma corda fraca ou uma excelente espada nas mãos de um covarde. Não é, de modo algum, culpa do Sutra de Lótus.”. "Embora o Kingo seja odiado pelas pessoas, ele mantém sua fé. Diga à sua esposa: "Vamos colocar isso em prática" (Gosho, p. 1138).



quarta-feira, 2 de abril de 2025

Conceito de Demônio no Budismo

   No budismo, frequentemente termo "demônio".


  O que é esse demônio?
  É igual do que o Buda Sakyamuni enfrentou antes de atingir a sua iluminação? 

  No cristianismo, demônios são seres sobrenaturais que se opõem a Deus e ao ser humano. São também conhecidos como Diabo, Lúcifer, Satã, Belzebu, Maligno, Belial ou Dragão. (Fonte: Infopédia)
 
  Na Wikipédia diz: Demónio ou demônio é, segundo o cristianismo, um anjo que se rebelou contra Deus e que passou a lutar pela perdição da humanidade. Na antiguidade, contudo, o termo tinha outra conotação, referindo-se a um gênio que inspirava os indivíduos tanto para o bem quanto para o mal.

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  Como o Cristianismo moldou a figura de Satanás para combater outras religiões

      A figura do demônio foi criado pelo homem.
akuma1   No Ocidente, antigamente, o demônio ou diabo não era retratada como a maioria das pessoas estão familizados, ou seja, com olhos vermelhos, enormes chifres, corpo vermelho com grandes asas de morcego na costa - uma "besta" como dizem normalmente.
 
  No site da BBC News Brasil, há um artigo interessante que eu peguei emprestado como subtítulo dessa matéria. No site diz: - 
  "A partir do ano 1000, o diabo começa a ser representado com aparência grotesca e monstruosa, entre o humano e o animal. (...)  Um fato interessante, que Até o século 11, conforme aponta o pesquisador, ele quase sempre foi retratado com aparência humana.
  O escritor e semiólogo italiano Umberto Eco tratou dessa questão no livro "História da Feiura". "É somente a partir do século 11 que ele começa a aparecer como um monstro dotado de cauda, orelhas animalescas, barbicha caprina, artelhos, patas e chifres, adquirindo também asas de morcego".


   Por que o Diabo é retratados com chifres, rabo e pé de bode?

   A intensão da igreja, era criar "o inimigo de Deus" na forma mais hedionda possível. No site citado paga acima diz: "A assimilação da cultura grega e seus deuses por parte do cristianismo trouxe contribuições como os chifres, os pés de bode e o rabo, características do deus Pã. A entrada do cristianismo nos países celtas, ao norte da Europa, contribuiu para reforçar essa imagem próxima do deus Cernu, ou Cernunno".

   A figura pagã de Pã (Deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores, da mitologia grega. Imagem à direita) é associado à várias atitudes criticadas pela igreja católica, como símbolo da sexualidade 'selvagem' e desregrada. As divindades mais antigas costumam ser animais ou humanos com partes de animais. Associar uma imagem dessas a algo maligno é também uma forma de criticar os cultos antigos. 


  Conceito de Demônios no Budismo:

  No 13º capítulo do Sutra de Lótus, “Devoção Encorajadora”, consta que os praticantes que propagarem o verdadeiro ensino budista (Sutra de Lótus) na era dos Últimos Dias da Lei, enfrentarão diversos insultos provocados por três tipos de perseguidores chamados de Três Poderosos Inimigos ou Três Tipos de Inimigos. (Fonte: Jornal Brasil Seikyo Edição 1846)

  Demônios no budismo significa, “desejos mundanos” e “visão errônea” que existe dentro da nossa vida.  Essas funções negativas faz com que as pessoas se afastam do Gohonzon (e recitar o Daimoku) e das atividades da organização.
  Além disso, os demônios têm a função de causar desordem no pensamento das pessoas e, consequentemente, a perturbação na sociedade, de modo que às vezes os demônios são usados ​​para representar aqueles que causam desordem no pensamento.
  Ainda no 13º capítulo do Sutra de Lótus, “Devoção Encorajadora”, há passagem que diz: “Demônios malignos se apossarão das pessoas”. As pessoas dominadas e controladas por “desejos mundanos” e “visão errônea”, aparentando diabo ou demônio, perseguem aqueles que protegem a Verdadeira Lei.

 Demônio do Bem e Demônio do Mal

  Há duas categorias de demônio no budismo. 
  Demônios que protegem os praticantes budistas (deuses demoníacos bons) e demônios que corroem a vida (deuses demoníacos maus). 
  No Sutra de Lótus, diz que o demônio do bem protege aqueles que defendem o Sutra de Lótus.
Deuses demoníacos bons, atuam como função de “shoten zenjin”, ou seja, como “deuses budistas”. 


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  “Deuses budistas”, “divindades celestiais” ou “deuses protetores”, entre vários outros nomes, referem-se às funções que protegem os ensinos corretos do budismo e os seus praticantes. (Brasil Seikyo, Edição 1840)
  As divindades celestiais (諸天善神) descritas no Gohonzon, como Brahma e Shakra, [as divindades do Sol e da Lua] atuam em proteção aos praticantes budistas. O budismo explica que suas funções protetoras são ativadas pela fé contidas nas orações. 
  Se praticarmos o verdadeiro budismo e vivermos uma vida de bem, as funções protetoras que existem no nosso redor e no meio ambiente serão ativadas e nos apoiarão e protegerão como deuses budistas.
A Lei Correta é a fonte que aumenta os poderes de todas as divindades celestiais.  (fonte: site da Soka Gakkai)

  
  Iluminação do Buda Sakyamuni e a Luta com o Demônio

  Embora o Sakyamuni tenha nascido príncipe, desde muito jovem ele testemunhou o sofrimento das pessoas e ficou profundamente perturbado por isso. Resolveu então abandonar a vida real e tornar um monge em busca de soluções fundamentais da vida.
  As escrituras budistas descrevem como “quatro encontros” que levaram Shakyamuni a tomar consciência dos quatro sofrimentos inevitáveis ​​do nascimento, envelhecimento, doença e morte, e a buscar uma solução para esses sofrimentos. 

  O Buda passou por práticas ascéticas por vários anos, mas percebeu que atormentar a si mesmo não o livraria do sofrimento, então ele parou com tais práticas. 
  Em seguida, perto da Palácio de Gaya, ele sentou-se sob uma árvore bodhi e entrou em meditação.
  Após alguns dias de meditação (alguns fontes dizem que foi mais de 20 dias de meditação), Shakyamuni percebeu a verdadeira natureza da vida e de todas as coisas. Por causa dessa iluminação, Shakyamuni passou a ser conhecido como Buda, ou “o Desperto”.

Imagem do Sakyamuni fazendo meditação.
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  O Buda Sakyamuni, após atingir a iluminação, ele permaneceu sob a árvore bodhi por algum tempo, regozijando-se com sua libertação do sofrimento, mas também ficou muito preocupado ao pensar que, quão difícil seria transmitir a sua iluminação aos outros.
  No entanto, Shakyamuni decidiu pregar essa iluminação aos outros, a fim de abrir o caminho para a libertação de todas as pessoas do sofrimento do nascimento e da morte.

  
   Um fato interessante é que, as escrituras dizem que durante o período da sua meditação, Sakyamuni enfrentou demônio.
  Segundo escrituras,esse demônio era desejos mundanos provocados por Demônio do Sexto Céu.
   A percepção do Buda foi um evento transformador na história da humanidade, pois representou a libertação do sofrimento e a busca pela verdade. 
  Por esse motivo, a função de maldade - representado nesse episódio como Demônio do Sexto Céu, deve ter agido agressivamente para impedir isso.


Fim