A maldade representado nesse episódio de Sakyamuni asurgem para todas as pessoas que seguem o caminho da prática budista. No escrito Resposta a Hyoe-no-Sakan, Nichiren Daishonin diz:
(As Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. 1, pág. 250.)
Mesmo após Sakyamuni ter atingido a iluminação, ele sofreu vários obstáculos e perseguições, que são chamados de Nove Grande Perseguições, que são:
1- Os brâmanes espalhou rumores de que, Sakyamuni estava tendo um caso com uma bela mulher.
2- Brâmanes zombaram de Shakyamuni quando uma criada lhe ofereceu um mingau de arroz fétido.
3- O rei brâmane Agnidatta, convidou Sakyamuni e 500 discípulos para seu castelo, mas esqueceu de lhes fazer qualquer oferenda. Por causa disso, por período de um 3 meses, eles s[o comeram aveia usada como forragem para cavalos.
5- Quando Sakyamuni entrou na cidade brâmane, o rei proibiu que as pessoas dessem oferendas ou ouvi-lo.
6- Uma mulher brâmane chamada Chinchā amarrou uma bacia à barriga, sob a roupa, e alegou estar grávida de Sakyamuni.
7- Devadatta derrubou uma pedra do alto de um penhasco sobre Sakyamuni na tentativa de matá-lo. No entanto, feriu apenas seu dedo do pé.
8-Durante oito dias em torno do solstício de inverno, as pessoas usavam três camadas de roupa para se proteger do vento extremamente frio.
9- O rei Ajase, instigado por Devadatta, soltou um elefante bêbado e o lançou sobre Sakyamuni e seus discípulos, na tentativa de matá-los pisoteados.
Razão do Advento de Tendai e Dengyo
Segundo Nichiren Daishonin, a razão do advento de Tendai da China (538 a 597), foi a revelação de Grande Concentração e Discernimento e através da doutrina de Itinen Sanzen, ou seja, existência de três mil mundos num momento da vida, como uma prática, possibilitando as pessoas atingirem o estado de Buda. E o de Dengyo do Japão (766 a 822), foi que ele estabeleceu a ordenação do Budismo Mahanaya e propagou o Sutra do Lótus no Japão.
Perseguições que Tendai enfrentou
Perseguição por Imperador Wu de Zhou do Norte (r. 560–578) . O budismo e o taoísmo foram expulsos, mais de 2 milhões de monges e taoístas foram forçados a retornar à vida secular, templos, salões e estátuas foram destruídos e muitos bens foram confiscados pelo governo.
No entanto, a Escola Tongdao foi fundada, e 120 pessoas selecionadas do budismo e do taoísmo foram nomeadas como acadêmicos.
Perseguições que Dengyo enfrentou
Dengyo viajou para a China aos 37 anos e estudou em Taizhou e no Monte Tiantai por 8 meses, mas não foi à capital, Chang'an. Como resultado, quando ele retornou ao Jap’ao, os monges das outras escolas budistas o criticaram que ele não havia aprendido o verdadeiro ensino do budismo, dizendo: "Saicho nunca viu a capital Tang". Nichiren Daishonin, disse: "Tudo isso se deve ao Sutra de Lótus, portanto não há vergonha nisso. Ser elogiado por pessoas tolas é a maior vergonha" (p. 237).
Rota de Dengyo à Tang (China) no ano de 800.
Perseguições Anterior ao Últimos Dias da Lei, eram Mais Leves
Era dos Últimos Dias da Lei, é período após a morte do Buda Shakyamuni. É época que seus ensinamentos não surtem mais os benefícios, é uma era maléfica de 5 impurezas, caracterizado por conflitos e as pessoas são dominadas pelas ilusões da ganância, raiva, ignorância, orgulho e dúvida. Por esse motivo, seria muito difícil de propagar o Sutra de Lótus, tanto é que, budas provisórios ou bodhsattvas provisórios não conseguirão suportar as dificuldades. (Impurezas da época, do desejo, dos seres vivos, da visão e da própria vida.)
No capítulo 10 do "Mestre da Lei", o Sakyamuni encoraja a propagação do Sutra de Lótus após sua morte, então os bodhsattvas provisórios e outros bodhsattvas fizeram voto de propagá-lo. No entanto, o Sakyamuni os impediu, dizendo: "Parem, bons homens. Vocês não serão capaz de proteger e preservem este sutra" (Sutra de Lótus, p. 451-452).
Naquele momento, os Bodhsattvas da Terra, liderados pelos quatro bodhsattvas, o de Práticas Superiores, Práticas Ilimitadas, Práticas Puras e Práticas Firmemente Estabelecidas, seguidos de areias de 60 mil rios Ganges
emergiram da terra. (capítulo 15 Emergindo da Terra)
Os Bodhsattvas da Terra, liderados por Bodhsattva de Práticas Superiores surgiram com a missão de propagar o Sutra de Lótus dos Últimos Dias da Lei, que é o Nam-myoho-rengue-kyo. Nkko Shonin diz: “Nichiren Daishonin é reencarnação de Bodhsattva de Práticas Superiores” (五人所破抄Sobre a Refutação dos Cinco Sacerdotes, p. 1611).
A Soka Gakkai vê do ponto de vista de “externa” (外用: aparência utilizado como meios para ensinar e orientar as pessoas)”, Daishonin como Bodhsattva de Práticas Superiores, porém, a sua percepção interior (内証: percepção interna) , Daishonin é o Buda da Liberdade Absoluta do tempo sem início, ou seja, de Kuon Ganjo.
Razão do Advento de Nichiren Daishonin
A razão do advento de Nichiren Daishonin, era estabelecer o verdadeiro budismo para que todas
As pessoas dos Últimos Dias da Lei possam atingir o estado de Buda.
Nichiren Daishonin nasceu nos Últimos Dias da Lei, época em que os ensinamentos de Sakyamuni havia perdido toda a sua eficácia.
Daishonin revelou a Lei que estava oculto nas profundezas do 16.o capítulo, a “Revelação da Vida Eterna do Buda” do Sutra do Lótus, para que todas as pessoas pudessem praticar e atingir o estado de Buda. Esta Lei é o Nam-myoho-rengue-kyo.
As Perseguições que Daishonin enfrentou:
① Ataque em Matsubagayatsu (27/08/1260)
② Exílio em Izu (12/05/1261 a 22/02/1262)
③ Ataque em Komatsubara (11/11/1264)
④ Perseguição de Tatsu-no-kuchi (12/09/1271)
⑤ Exílio em Sado (01/11/1271 a 14/02/1274)
① Ataque em Matsubagayatsu
Cerca de 1 mês depois de Nichiren Daishonin ter enviado Rissho Ankoku Ron, os seguidores da Nembutsu incitados por líderes da seita Nembutsu (com aval de Hojo Shigetoki, sogro do regente), resolveram atacar a cabana de Daishonin na calada da noite. Milhares* seguidores atacaram a cabana com intuito de matar, mas por pouco Daishonin conseguiu escapar. Então, bandos enfurecidos incendiaram a cabana.
*Segundo alguns registros, diz que foi entre 2 mil a 3 mil crentes da seita Nembutsu.② Ataque em Komatsubara (11 de novembro de 1264)
Quando Daishonin e seus seguidores estavam passando por Komatsubara, para ir na casa de Kudo Yoshitaka, foram surpreendidos por um ataque de bando armado de centenas de homens, liderado pelo administrador local, Tojo Kaguenobu.
De acordo com o Daishonin: “Flechas caíam como chuva sobre nós e espadas desciam como relâmpagos.” No ataque, seu discípulo Kyoninbo Nichigyo e seu seguidor Kudo Yoshitaka foram mortos, e o próprio Nichiren ficou gravemente ferido, com um corte na testa e uma mão esquerda quebrada.
③ Exílio em Izu
Após escapar do ataque em Matsubagayatsu, Daishonin retornou a Kamakura. O governo prendeu ele e exilou sem motivo justo para a Península de Izu.
A distância entre Kamakura e Ito da Península de Izu tem aproximadamente 80Km. Considerando que barco a remo simples tem velocidade entre 2Km a 4Km/hora, supondo que o barco que Nichiren Daishonin viajou navegou com velocidade média de 5Km/hora, deve ter levado de 4 a 5 dias.
Localização de Ito de Izu. onde Daishonin foi exilado.
④ Perseguição de Tatsu-no-kuchi
Em 10 de setembro de 1271, Daishonin foi interrogado por Hei-no-saemon e, na noite do mesmo dia, seu eremitério em Kamakura foi atacado por um grande número de soldados lideradas por Hei-no-saemon.
Nessa ocasião, Daishonin advertiu Hei-no-saemon mais uma vez que, se não proibisse a difamação da Lei e não praticar a verdadeira Lei, enfrentaria perseguições, rebelião interna e invasão estrangeira em seu próprio país, conforme havia previsto em seu "Rissho Ankoku Ron".
Nichiren Daishonin foi preso ilegalmente e injustamente. Ele foi exibido publicamente nas ruas de Kamakura, como se fosse um criminoso. E na mesma noite (por volta das 3h da madrugada), ele foi levado com escolta de samurais até Tatsuno-Kuchi, um local da praia de Kamakura, para ser decapitado. No entanto, um objeto brilhante surgiu repentinamente no céu, frustrando a tentativa de decapitação.
Através desse acontecimento em Tatsuno-Kuchi, Nichiren compreendeu que, ele havia experimentado as profecias das 20 linhas do capítulo Encorajamento à Devoção, na qual diz “[o devoto de Sutra do Lótus nos Últimos Dias da Lei] sofrerá ofensa e calunia das pessoas ignorantes, perseguições de espadas e bastões, e será expulso várias vezes”.
Além disso, o mesmo capítulo menciona os “três poderosos inimigos” — leigos e sacerdotes arrogantes e sábios falsos e arrogantes irão perseguir os devotos do Sutra do Lótus.”.
Essas provações que culminou com a perseguição de Tatsunokuti, provou que Nichiren é o “devoto de Sutra do Lótus dos Últimos Dias da Lei”, que surgiu nos Últimos Dias da Lei para ensinar o Nam-myoho-rengue-kyo, para possibilitar que todas as pessoas atinjam o estado de Buda.
* O ato de abandonar a identidade transitória e revelar a verdadeira identidade é chamado de Hossayku Kenpon.
④ Exílio na Ilha de Sado
Localização da Ilha de Sado e local de Tsukahara.
Após fracasso na tentativa de decapitar o Daishonin, Hei-no-saemon condenou Daishonin ao exílio. Daishonin partiu de Kamakura em 10 de outubro de 1272, atarvessou Japão e chegou a Teradomari (Prefeitura de Niigata) no dia 21 do mesmo mês. Como o Mar do Japão estava agitado e não possibilitava a travessia até a Ilha de Sado, esperou que as ondas acalmassem.
Então, ele atravessou o Mar do Japão num barco levando 3 dias e chegou ao Porto de Shukunegui, na Ilha de Sado. De Porto de Shukunegui até o Tsukahara - local onde cumpriria pena de exílio - tem mais de 30Km de distância, e Nichiren Daishonin chegou ao local de exílio, Tsukahara Sammaido, em 1 de novembro.
Na época, havia 5 tipos de punições para os condenados — açoitamento, espancamento, aprisionamento, exílio e pena de morte. O exílio era a segunda punição mais severa depois da pena de morte e, em muitos casos, era uma alternativa à pena de morte. Nichiren Daishonin passou dois anos e cinco meses exilado na Ilha de Sado.
Daishonin escreveu no seu escrito: "Aqueles que foram enviados para esta Ilha de Sado, a maioria morreram aqui. Os que sobreviveram foram raros" (Carta a Horen. Gosho pág. 1052). Muitos criminosos foram exilados para Sado, um local de ambiente natural severo, mas a maioria deles terminaram as suas vidas em Sado.
Sanmaido deve ter sido um velório assim.
Tsukahara (塚原), significa "campo (原 hara)" onde têm sepulturas com um pequeno monte de terra (塚 tsuka), ou seja, o local em que Nichiren Daishonin foi levado para cumprir pena era um cemitério à céu aberto. E o governante havia proibido que os habitantes da ilha ajudasse Daishonin. A intenção do governante era que Daishonin morresse de frio ou de fome.
Só para ter uma noção da severa situação que Daishonin foi colocado, o administrador de Sado, acatou a intensão do governantes (xogunato), que conspiravam para matar Daishonin na Ilha de Sado, colocou guardas para vigiar Sanmaido. Os seguidores que aproximassem ou caminharem perto do Sanmaido eram presos e eram sujeitos a severos interrogatórios.
Se fosse descoberto alguém levando a comida para Daishonin, não havia forma de prever que tipo de punição rigorosa poderiam enfrentar. Havia até risco de receber uma condenação fatal.
A severidade da pena para quem auxiliasse a sobrevivência de Daishonin, pode ser vista na passagem do seu escrito:
"[Os guardas] Acusavam, dizendo: 'Foste preso, e colocavam na cadeia só de passar na frente do Sanmaido; ou condenavam 'por ter levado oferecimento [provavelmente, alimentos ou roupas], e foram expulsos da Ilha de Sado, ou prendiam as seas mulheres e os filhos" (Resposta à Leiga Sennichi Gosho p. 1313); e
"Por vezes, eram expulsos das suas casas, ou multados, ou confiscavam as suas casas, e assim por diante, mas, mesmo assim, preservaram na sua prática" (Resposta à Leiga Sennichi Gosho p. 1314).
Primeira Profecia Concretizada
Em fevereiro de 1272, mensageiro trouxe notícia de que havia acontecido revolta interna em Kyoto.
O Hojo Tokisuke (irmão de mãe diferente) do regente tentou tomar o poder, e iniciou uma luta entre as facções da família Hojo em Kyoto e Kamakura.
Esse acontecimento fez com que a credibilidade nos ensinos defendidos por Nichiren e em suas admoestações aumentasse e, em decorrência disso, o governador da Ilha, Honma Rokurou Zaemon se converteu ao budismo de Daishonin, e transferiu-o da desolada cabana de Tsukahara para à residência em Itinosawa Nyudo em abril.
Perdão do Exílio
Em 14 de fevereiro de 1274, Daishonin foi considerado inocente e uma carta de perdão foi emitida.
No dia 13, Nichiren Daishonin deixou Ichinoya, e partiu da Ilha de Sado no dia 26, retornando a Kamakura.
Perseguição de Atsuwara
Fundo de Cena da Perseguição de Atsuhara
Na região de Suruga (atual prefeitura de Shizuoka), Nikko Shonin estava na vanguarda da propagação do Budismo de Daishonin, e muitas pessoas estavam se convertendo. Na época, Daishonin estava morando no Monte Minobu, como um ato de autoexílio após três admoestações não serem consideradas.
Entretanto, na província de Suruga, o clã Hojo possuía muitas propriedades, inclusive a esposa do regente Hojo Tokiyori que era também filha de Hojo Shigetoki, e vários vassalos da clã, e portanto eles exerciam grandes influências na região.
Gyōchi, o sacerdote do Templo Ryusenji (escola Tendai) em Atsuhara, abusava do seu poder, com apoio de clã Hojo, perseguia intensamente os discípulos e os seguidores da região. Entre eles, principalmente Nisshu e Nichiben que haviam-se convertido ao budismo de Daishonin que residiam no Templo Ryusenji, sofriam perseguições severas.

Em 8 de abril de 1279, o Gyōchi persuadiu o administrador da região e feriu um dos seguidores, o Shirounan (filho de Shiro), durante um festival de templo local. Em agosto, Gyōchi decapitou o Yashironan (filho de Yashirou), e tentou jogar a culpa nos discípulos de Nichiren Daishonin.
Gyōchi inventou uma denúncia falsa, alegando que "Nishu (discípulo de Daishonin) e outros reuniram um grande bando armado e invadiram o templo do Gyōchi e roubaram a colheita de arroz".
Os interrogatórios dos camponeses presos foram conduzidos pessoalmente por Hei no Saemon. Hei no Saemon torturou no interrogatório, e exigiu que os camponeses fiéis abandonassem o ensinamento de Daishonin e recitassem o Nembutsu, mas nenhum deles se retratou. Por fim, Jinshiro e outros três foram decapitados e martirizados, e os 17 restantes expulsos do território.
Concretização do Propósito de Advento de Daishonin Daishonin descreveu o comportamento dos seguidores fiéis de Atsuhara, que se recusaram a sucumbir à perseguição injusta das autoridades e mantiveram sua fé, dispostos a sacrificar suas vidas, como "algo extraordinário" (Gosho p. 1455), e os elogiou como "devotos do Sutra de Lótus" .
No seu escrito “O Devoto de Sutra do Lótus Enfrentará Perseguições”, Daishonin afirma que a perseguição de Atsuhara mostrou que pessoas comuns (camponeses) que abraçaram o budismo de Daishonin, o Nam-myoho-rengue-kyo, tinham fé inabalável a ponto de não temer sacrificar próprias vidas.
Isso prova que o espírito de defender e proteger o budismo de Daishonin mantido por pessoas comuns foi consolidado para sempre, isto é, a correnteza do Budismo nos Últimos Dias da Lei será perpetuado por pessoas comuns.
Com esse fato, Daishonin declarou que concretizou o seu "verdadeiro objetivo de advento neste mundo".
Enquanto tiver pessoas (comuns) que abraçam o Gohonzon e empenham sem poupar sua vida (esforço) para difundir a Lei (o Nam-myoho-rengue-kyo), a correnteza do Kossen-rufu jamais será interrompido.
Em Resumo:
O advento do Buda Sakyamuni foi pregar Suta de Lótus para os Últimos Dias da Lei.(Individualmente, para Bodhssatva de Práticas Superiores - que é NIchiren Daishonin, mas amplamente era para todas as pessoas).
O advento de Nichiren Daishonin foi estabelecer o Nam-myoho-rengue-kyo para as pessoas dos Últimos Dias da Lei.